2015 – O ANO DOS DIAS FELIZES

Gosto de inícios. Da oportunidade de reCOMEÇAR, de novo ou  diferente. Começar. O verbo que se ilumina de esperança sempre que o conjugamos em todas as pessoas.Famelganatal2015

Na nossa família, durante o ano, há como que 3 momentos privilegiados para conjugar o verbo começar: depois das férias (normalmente o primeiro período a cinco, entre junho e julho), em setembro, quando começa o ano letivo e em janeiro, com um novo ano, prontinho a estrear: ideias, projetos, promessas, sonhos renovados!
Hoje que estamos a menos de 8 horas do último COMEÇO (the big one), é aquela altura que gosto de parar, folhear notas  percorrer posts e olhar para trás – agradecer, mais do que pedir…. – parar e passear pelas anotações e imagens que registam tudo o que de mais relevante nos aconteceu. A nós e ao mundo que nos rodeia. As coisas boas e as menos boas.
Este ano que passou tive uma ajuda preciosa para que hoje, 31 de dezembro de 2015, possa rever o ano e fazer este balanço, contornando algumas falhas de memória que vou sentindo. Na Agenda dos Dias Felizes guardei detalhes, datas, pensamentos, lugares, bilhetes e impressões de um 2015 fantástico que tivemos!salvadoragendaDevo ser a pessoa mais repetitiva na blogosfera, mas de facto somos uns sortudos, uns privilegiados, uns abençoados e abensonhados…se somos!
Além do essencial – saúde, amor e trabalho – ao percorrer 2015 sinto-me imensamente grata por por tudo o que tivemos oportunidade de viver , por todos os que fazem parte da nossa vida e se vão juntando ano após ano e por tantos sonhos que a cinco ainda queremos realizar!

REVENDO 2015:
#Continuámos a gozar todos de uma saúde incrível, a única visita do ano ao hospital (ou centro de saúde, com os miúdos) resumiu-se ao dia da alta do Salomão fechando um ciclo de (dizem eles) alergia ao glúten, ao qual nos adaptámos com facilidade durante 5 meses;
#A Casa do Benavente continua a ser o melhor local do mundo para vivermos e os nossos filhos crescerem: rodeados de uma paisagem que acompanha as estações, onde os miúdos podem ocupar a rua sem perigo e onde o horizonte é feito de céu, estrelas e arvoredo; Imagem 010#Os manos voltaram a celebrar a vida em mais uma festinha de aniversário onde se sopram desejos de 3 vidas e se reúnem os amiguitos dos mais velhos, a família e os amigos da família. Um dia sempre especial preparado com imenso carinho há 9 anos;
FestinhaManos2015#Tivemos dias de férias espetaculares em que, entre outros destinos no Oeste, fomos finalmente às Berlengas numa aventura muito divertida; passeámo-nos por Lisboa onde há sempre boas descobertas para fazer; desfrutámos de muitos dias de praia para lá de bons com imensos mergulhos e muitos amigos para os lados da Praia do Labrego (Vagueira);
fsm#Visitámos amigos e fomos visitados por amigos, acompanhámos os seus desafios pessoais e profissionais com enorme admiração e orgulho;
#Em abril o Salvador participou no seu primeiro campo de férias, longe de casa, e em maio recebeu o sacramento da Comunhão e passou a participar de forma ainda mais intensa e plena na eucaristia connosco;
#Em 2015 o Sebastião despediu-se dos primeiros dentes e aprendeu a andar de patins em linha, o Salomão aprendeu a andar de trotinete e recebeu a sua prenda de eleição: uma viola que não larga desde a consoada;
#A nossa velhinha carrinha renault já nos estava a dar várias dores de cabeça e apesar dos 8 anos em que testemunhou muitas das nossas aventuras, tivemos de comprar uma viatura nova para continuarmos a garantir a sustentabilidade e segurança nas deslocações;
27set2015#Em setembro conhecemos a nossa primeira sobrinha  – Calícia –  e durante umas semanas tivemos a famelga todinha por perto o que nos deixou de coração a transbordar e os primos todos contentes, já para não falar dos avós!;
#Despedimo-nos da bisavó Maria do Abel, num dia emocionante e bonito, como gostaria de regressar a cada partida: um lugar onde tudo faz sentido porque sim…
#Foi um ano repleto de cultura: vimos vários e bons concertos e conhecemos duas salas novas: Teca (Porto) e São Luiz (lisboa), algum teatro e as exposiçõess que selecionámos; além daqueles em que nos acompanham, continuámos a levar os manos ao teatro, a museus, a musicais, a parques e a espetáculos criados especialmente para crianças;
paiemaeemobidos#Fomos a muitos locais novos onde havemos de regressar e no nosso roteiro cultural  couberam grandes fins de semana: Festival Faneca (Ílhavo), Bons Sons (Cem Soldos) e Folio (Óbidos) onde assistimos à estreia do “Telhado do Mundo” um dos espetáculos mais emocionantes do ano;
#Este ano a semana do Natal não poderia ter terminado de forma mais especial: abrimos a casa e convidámos os amigos para um lanche de domingo de Natal. À volta da mesa a conversa estendeu-se até de noite, com os meninos de avental de mãos enfiadas na massa  a fazerem bolachas e depois às mil corridas pela casa e a dançar na sala…
miudos.jpg#Profissionalmente sentimo-nos pessoas realizadas, com as oscilações normais da motivação; em 2015 procurámos em tudo agir de acordo com a velha máxima do amor ao próximo: nem sempre é fácil, muito menos no servio público (onde nos olham numa de duas maneiras: como se tivessemos um rótulo na testa  –  “função pública” – ou como se fossemos uma raridade) mas é sem dúvida o melhor caminho, aquele que nos faz mais humanos e felizes;
#No ano que passou fizemos desenhos, pinturas, colagens, fotografias, arranjos florais, bolachas, bolos e filmes; dançámos, ouvimos e cantámos muitas músicas novas; criámos rituais familiares como o do CORDÃO e da oração da manhã; continuámos a fugir ao máximo a compras, shoppings e tv e nestes últimos meses vimos uma dezena de filmes inspiradores;
diadecomunhao#Em 2015 o mundo deu-nos muitos motivos para a desesperança, para chorar e nos reduzirmos à nossa impotência (vidinha banal) perante realidades crúeis (refugiados, atentados, terroristas, atrocidades gigantes), mas ainda assim nós fomos resistindo –  inspirados pela criatividade e ousadia de pessoas como o papa Francisco –  e procurando encontrar o nosso lugar neste mundo, ajudando em pequenos gestos que somados esparemos que possam fazer alguma diferença;

2015 foi um ano repleto de Dias Felizes.
Para 2016 desejamos a todos o melhor do mundo: saúde, amor e sonhos para realizar!
Nós por cá continuaremos a fazer por ser ser felizes, certos de que parte da nossa alegria é feita conspirando e partilhando da alegria dos outros!

“PASSOU A NUVEM; O SOL VOLTA.
A ALEGRIA GIRASSOLOU”
Fernando Pessoa

 

 

FELIZMENTE HÁ NATAL

Gosto muito de ir vestindo a casa com a roupagem das estações e ao ritmo das nossas descobertas. O Natal é das minhas épocas favoritas também por isso, porque me inspira conforto, me impele à mudança, me provoca novos olhares sobre quase tudo. E o espaço que habitamos não é exceção.
Com ou sem feriado, as decorações de Natal começam sempre com os primeiros dias do Advento.  As mesmas árvores, as mesmas luzes, as mesmas bolas, os mesmos anjos, as coroas base de sempre e os presépios, os que vão resistindo às quedas e às brincadeiras e os novos, em versão minúscula, que vão chegando ano após ano. O que muda somos nós e a nossa capacidade para reinventar a partir do que temos: um puzzle tridimensional que faz de casa na serra e decora a parede; um garrafão gigante para elevar a árvore grande; uma garrafinha pequenina para acomodar a árvore média e o nosso presépio favorito (repleto de boas memórias Mouva) e uma ou outra renovação nas coroas. Tem sido assim nos últimos anos: a partir do mesmo, reinventamos o nosso espaço e os recantos onde cada um de nós gosta de ler, estar, escrever, brincar ou simplesmente contemplar.
E como se no Natal fosse mais observado, o Benavente fica ainda mais encantador quando o olhamos em segundo plano, para lá do brilho das luzes de Natal.  O seu lugar é cativo, quer nos nossos corações, quer nas decorações de Natal. São as incríveis tonalidades da folhagem que aqui habita, os passaritos e o grupo de corvos que avistamos nas manhãs frias, o vasto tapete de folhas que se vai acumulando por cima da pouca relva que resta e os aviões que sempre que se anunciam no seu voo por aqui, nos recordam que daqui iremos pelo mundo perguntando: Do They Know It’s Christmas?
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Este ano, com a ajuda dos netos e o empenho dos avós, o jardim do n.º11 da Rua do Arieiro ganhou um presépio. Discreto, singelo e diferente. Duas tábuas, palha, musgo e o conjunto de figuras que saiu das quatro paredes para a cabana da velha magnólia quase despida.
A velha magnólia nunca esteve tão bem acompanhada a caminho do Natal.
Trapezistas

♥ I Wanna Grow Old With You

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Passados 10 anos o que mais desejo é que a vida nos permita continuar juntos seguindo e sendo os protagonistas desta nossa história da vida real. Uma história de amor pontuada pela amizade respeito, diferenças, admiração e sonhos, e cujas páginas vamos escrevendo,  diariamente, há 17 anos. Quero envelhecer com o meu amor da camisola verde…UP TO THE SKY!
Se voltasse atrás no tempo repetiria o noSSo SIM de 31 de julho de 2004: ” I wanna grow up with you / I wanna die lying in your arms / I wanna grow old with you /I wanna be looking in your eyes /I wanna be there for you / Sharing everything you do…
[cenas e música do filme UP da Pixar, a história de amor de Carl & Ellie]

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ensarilharam-se as estradas dos dois…

«Balada Astral» é o primeiro single do novo álbum de Miguel Araújo e ontem FOI O MELHOR DO MEU DIA, no regresso a casa, debaixo de chuva. A canção foi gravada a duas vozes com Inês Viterbo. O vídeo é de André Tentúgal. O álbum «Crónicas da Cidade Grande» sai em Abril.
Se houvesse uma música ENCOMENDADA para hino da DÉCADA 
DE MATRIMÓNIO, QUE CELEBRAMOS este ano , este SERIA o TEMA! 

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“Quando Deus pôs o mundo/ e o céu a girar/ bem lá no fundo / sabia que por aquele andar/ ele te havia de encontrar/ minha mãe no segundo/em que aceitou dançar/ foi na cantiga /dos astros a conspirar /e do seu cósmico vagar / mandaram teu pai / sorrir para tua mãe/para que tu / existisses também / era um dia bonito /e na altura eu também/o infinito / ainda se lembrava bem/do seu cósmico refém/e eu que pensava / que ia só comprar pão / e tu que pensavas / que ias só passear o cão / a salvo da conspiração / cruzamos caminhos / tropeçamos no olhar / e o pão desse dia/ ficou por comprar / e ensarilharam-se as trelas dos cães / os astros os signos os desígnios as constelações / as estrelas os trilhos / e as estradas dos dois…”

A DEUS OUTUBRO

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Como se estivesse a cair das árvores, em várias tonalidades, outubro foi um deslizar de dias, repletos e multifacetados. Coube nele tanto início de coisa boa que só me atrevo a agradecer o que vivemos e a desejar que se mantenha o essencial.
Sim, é certo que a noite chega mais cedo mas também as estrelas no nosso céu!
Sim, começámos a puxar o edredon para tapar o nariz às primeiras horas da manhã, mas  podemos voltar a escrever no vidro embaciado!
Sim, foram-se os frutos vermelhos e os crepes com gelado mas vieram as castanhas e os bilharacos, se bem que eu desconfie que a próxima a chegar seja a lareira.

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Este mês tive a sensação que as semanas voltaram a ter mais dias. Na tranquilidade dos últimos fins de semana, entre a família e a cultura, recarregámos as energias e voltámos a ver o futuro que quer emergir.
Fomos ao Teatro Aveirense com os manos mais velhos ver o concerto que decorre do projeto e livro o “Galo Gordo – este dia vale a pena”. Uma tarde de domingo onde a qualidade artística  das canções que ouvimos (e que também me fizeram reviver tantas memórias boas da minha infância) nos proporcionaram uma experiência diferente da música e da poesia para a infância, num concerto que valeu MESMO a pena!!

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O Salomão chegou ao seu primeiro meio ano em grande forma, continua um bebé tranquilo, amamentado e a dormir uma noite completa para garantia de sanidade de toda a família. As gargalhadas subiram de volume, assim como as vocalizações. Quase que posso jurar, sem saber se minto, que no meu exagerado ouvido, entre a galhofa do leitãozinho nu para o banho, ouvi um ma ma e outros pa pa’s. Terá sido?
 Como passa mais tempo sentado descobriu que sabe mexer os braços e é toda uma ginástica ao som da música e das brincadeiras palermas dos irmãos. Tem dias em que não sei se rio ou se choro ao vê-los na algazarra do costume. Passo a explicar: num instante passamos da ternura à guerra e convém que haja alguém para dirigir as tropas!

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Esta semana soubemos que vamos finalmente ter uma MENINA entre nós,isto claro se Deus quiser e a ilha de Guadalupe sobreviver a todos os receios, sonhos e expetativas da minha querida e doce irmã Sofia-mais-nova. Ficámos para lá de contentes, não por causa do sexo mas porque está tudo a correr muito bem segundo indicações em francês que eu jamais entenderia, sobretudo se numa marquesa  e em frente a um obstetra, e porque 2014 vai obrigar à oficialização da creche Bebel & Bitó. Os meus pais vão ser quadriAVÓS antes dos 60 e vão finalmente poder comprar um bikini de menina no próximo verão! Já a minha avó Alice, que adora fotos de família, enche a mão, finalmente, com a bisneta. Venham mais cinco!

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Eles regressaram à ilha, estão para lá do atlântico onde os piratas fizeram as caraíbas, e no entanto nunca estivemos tão perto e nunca nos sentimos tão família. Juntos, também agora, nesta partilha de sermos todos pais e contigo reviVERMOS a esperança de quem espera VIDA NOVA. Já agora, osTRImanos mandam dizer que se fosse Simone podia ser Beauvoir, Clementine com muita vitamina ou Violeta e poderia ser uma flor, uma cor e uma menina caracoleta!!!  Se não for nada disto será VOSSA e para ela uma música que eu gostaria de dizer do “meu tempo” – MON AMOUR

SUSTO com S

Susto escreve-se com S, mas também eSperança, SorrisoS & Salomão. O menino com nome de rei e olhar doce foi o primeiro filho a colar-nos a palavra medo ao céu da boca e a levar-nos ao internamento de pediatria num hospital. Mas também foi com ele que o nosso coração se dilatou ainda mais para o agradecimento do que nos tem sido permitido viver até agora. Abensonhada vida a nossa que tantas vezes quando passava pelo hospital de Aveiro se lembrava: “gente a nascer, gente a morrer, meninos internados, velhinhos acamados e nós aqui, a ver o hospital de fora”. Longe de imaginarmos que um dia, talvez numa quinta-feira, 5 de setembro, o nosso coração haveria de se acomodar nas urgências, apertadinho e com medo, à espera de ser reabilitado pela esperança. Esperança que as coisas melhorassem para o nosso pequeno menino. Havia outros dois à espera dele em casa.

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Foi um susto. Um valente susto. As compras ficaram no cesto do supermercado porque o coração de mãe disparou à descrição sumária da educadora. De repente, após uma sesta pós papa, o Salomão acordou com todo o corpo coberto de manchas e borbulhas de todas as formas e feitios. Ambos os olhos inchados e com sinais de dificuldade em respirar. Foi assim que o encontrei passados 3 minutos do telefonema, naquele que foi o meu primeiro grande encontro com o medo. Quando o vi, com tamanho edema nos olhos, sem sequer os conseguir abrir, e depois lhe peguei ao colo, num estado de prostração que nunca vi nem senti, fui atravessada por um estremecimento  aterrador.  Nunca tive tanto MEDO em toda a minha vida. Medo que ele deixasse de respirar. Medo de nunca mais o ver rir. Medo de ficar ali com ele nos braços. Muito medo. O meu coração disparou e só se começou a aquietar quando entrámos nas urgências, ele abriu os olhos e esboçou um sorriso. Os 15m de viagem, feitos ao telefone com a Linha Saúde 24, foram para mim de pânico. Pânico por não saber distinguir naquela fase se o barulho que ouvia era a respiração dele ou o meu coração a saltar do peito, pânico por não conseguir raciocinar e dar as descrições mais corretas a quem me ouvia do outro lado, pânico porque ele não reagia a nada que lhe fazia mais me parecia querer dormir…

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Voltámos a vislumbrar o noSSO Salomão nas urgências quando, fora da cadeirinha e já com muito menos manchas e menos rosado em torno dos lábios, ele esboçou um grande sorriso. O meu coração puxou-o contra o peito com força e com aquele sorriso partilhado afugentámos o SUSTO, o medo e o pânico. Ficamos só nós de novo, coração aquietou-se e vieram os sorrisos a três. A partir dali já não estávamos sós, connosco a esperança, ele e os médicos, procurando perceber o que se passou naquela última hora com o Salomão.

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Em menos de três horas as manchas foram desaparecendo, mantendo-se o inchaço em ambos os olhos. Ficámos para observação do desenvolvimento do edema ocular que se foi desfazendo nessa madrugada. A segunda noite foi justificada para testarmos ficar sem antibiótico e voltarmos a repetir o exame de sangue. Não é fácil encontrar veias em bebés e francamente encolhe o coração de qualquer pessoa ver um bracinho tão pequenino e frágil ser fustigado à procura de alguns milímetros de sangue. Mas para descobrir o que se passou com o Salomão tinha mesmo de ser. E no sábado a determinação da enfermeira coincidiu com a oração sussurrada ao ouvido dele, enquanto o segurava. Foi doloroso, mas rápido e logo de seguida tivemos uma visita muito especial d’ Os Palhaços d’Opital. Fantástico como há gente que gratuita e espontaneamente nos faz tão bem com tão pouco. Precisamos mesmo de alegria, humor e afetos no ambiente hospitalar. E há tanta gente por ali…que vai ficando dias a fio à espera de ficar melhor, se se curar, se regressar à vida normal. Fartei-me de pensar nisso nas quase 24horas que passei por ali.

Agora estamos à espera do veredito final, que pode muito bem demorar mais mês e meio…

Por enquanto vamos agir como se ele fosse alérgico à proteína do leite de vaca, já que a NOVIDADE da sua semana passada foi a papa láctea (contém leite) e o que lhe aconteceu foi apontado como reação alérgica a essa proteína. Haveremos de tentar uma prova controlada de alergia quando ele tiver meio ano se até lá não houver outro episódio que desvie deste indício.
Até lá aguardamos o resultado do exame, depois vamos vendo e (re)agindo em conformidade. No que seria a primeira semana de regresso à normalidade, com todos nas suas SUPERvalências – Salomão no berçário Salvador no ATL e Sebastião na creche – e nós de regresso ao trabalho, já EXCEDEMOS A QUOTA de EMOÇÕES familiares e foi tudo menos NORMAL!!!!

iiiiiiiiii, um fest i val a pensar na infância

Festival_agueda_IIIIIII.jpgNo domingo, a família foi até à vizinha cidade de Águeda aproveitar algumas das propostas da 5ª edição do Festival i, uma organização da d’Orfeu, Associação Cultural.
Pulseiras no pulso e na cadeirinha e à hora marcada estávamos no auditório do CEFAS, para começar com a peça “Há dias assim”.  Sala lotada de miúdos e graúdos para ver o Teatro das Beiras.
Como somos cinco, e temos um minor de um, significa conciliar gostos e irmo-nos distribuindo, amigavelmente, entre sermos espetadores e acompanhantes. Eu fiquei com o meu amiguinho do peito numa retaguarda mais observadora a desfrutar da alegria da criançada e das respostas prontas dos mesmos às soliçitações do que ía sucedendo.
O festival I é um fim de semana non-stop dedicado ao público infantil e familiar, com uma programação multidisciplinar que congrega teatro, música, dança, multimédia e animação, estimulando uma aproximação crítica e criativa dos públicos mais novos às artes e à cultura.
Gostámos do espaço, de caminhar numa cidade ao domingo em procissão de cultura e de nos cruzarmos com muitas famílias e suas crianças. Onde até encontrámos gente bem conhecida, nos 2 sentidos. Foi uma boa tarde em família neste “i”ngraçado festival, aqui tão nas proximIDADES.

Segue-se, no próximo mês de junho e julho o Festim, um festival intermunicipal de músicas do mundo, que acontece pela mão desta associação, mas que percorre vários concelhos vizinhos…vamos anotar na agenda. O programa promete levar-nos a conhecer algumas salas onde ainda não nos sentámos.

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