SOS – CULTIVAR A CRIATIVIDADE

“We are educating people out of their creative capacities.” – ARE WE ?
Se se interessam por educação e/ou têm filhos em idade escolar este é um vídeo que apesar de já ter 7 anos é bastante atual. São 20′ bem investidos que abordam algumas das questões que como mãe e encarregada de educação me andam a fazer pensar cada vez mais…

Sir Ken Robinson desafia a forma como estamos a educar os nossos filhos. Ele defende uma reformulação radical dos nossos sistemas de ensino, para cultivar a criatividade e reconhecer vários tipos de inteligência, em vez de a matar!

Sir Ken Robinson afirma que é porque fomos educados para nos tornarmos bons trabalhadores, ao invés de pensadores e criativos, que continuamos a ter alunos com mentes e corpos inquietos, longe de serem cultivados pela sua energia e curiosidade, são na sua maioria ignorados ou mesmo estigmatizado, com consequências terríveis. “Estamos a educar pessoas para fora da sua criatividade”, diz Robinson.

Sir Ken Robinson é aclamado mundialmente como especialista em educação, criatividade, inovação e recursos humanos. Trabalhou com governos de vários países da Europa, da Ásia e da América, com agências internacionais e com as mais prestigiadas organizações de cariz cultural.
Em 1998, liderou uma comissão encarregue de analisar a criatividade, educação e economia para o governo britânico. O relatório –All Our Futures: Creativity, Culture and Education, também conhecido como The Robinson Report – foi publicado em 1999 e imediatamente aclamado.
Costuma falar para audiências de todo o mundo (sendo de assinalar a sua presença nas Conferências TED de 2006 e 2010) sobre os desafios criativos que a educação e o mundo dos negócios enfrentam nas economias atuais.
Sir Ken nasceu em Liverpool e tem seis irmãos. É casado, tem dois filhos e vive em Los Angeles.

info retirada daqui

QUEREMOS UM PAÍS AMIGO DAS CRIANÇAS

 IMG_0557Ora aqui está um “Manifesto ” que subscrevo e que me parece bem partilhar entre estas duas semanas  – de 25 de abril e de 1de maio – que tornaram estes dez dias mais LIVRES para tantas famílias. Devia ser sempre assim…não podemos calar nem sequer desistir destes desejos, eu quero viver n’ “um país onde todas as crianças se sintam filhas dos pais e sobrinhas de todos. Um país que não as idolatre nem endeuse, mas que as ame, simplesmente (que é tudo aquilo que quem repete que «o melhor do mundo são as crianças», raramente, lhes dá). Porque, afinal, a nossa pátria são todas as crianças”.

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Todas as crianças têm o direito a ser crianças. E têm o direito a crescer livres, mas com regras, num país amigo das crianças. Todas as crianças têm o direito a um país cuja Lei do Trabalho preveja que as consultas de obstetrícia sejam, também, uma obrigação de todos os homens à espera dum bebé. Onde as crianças não tenham de sair cedo demais de casa. E onde os berçários e os jardins-de-infância sejam, tendencialmente, gratuitos e para todos, sendo reconhecidos como uma condição essencial para que a educação seja melhor, mais plural e mais bonita. Todas as crianças têm direito a uma escola que as eduque, antes de instruir. Onde não passem tempo demais, todos os dias. Em que as aulas não sejam tão grandes como têm sido e se poupe nos trabalhos de casa. E em que os recreios sejam maiores em tempo e melhores nas condições de segurança e nos recursos que põem ao dispor de todas as crianças. Todas as crianças têm, também, direito a livros escolares gratuitos, para todo o ensino obrigatório, que sejam, idealmente, propriedade de cada escola, sendo as crianças obrigadas a acarinhá-los, todos os dias, porque só quando o conhecimento passa de uns para outros, e se trata com cuidado, nos torna sábios.
IMG_0582Numa escola amiga das crianças os professores contam histórias e acarinham, quando ensinam. E haverá, por isso, um quadro de honra para todos os alunos faladores. Porque uma escola que não fala e não escuta vive assustada e fechada sobre si. E, se for assim, educa mal. E não é escola. Numa escola amiga das crianças todas elas estão obrigadas a ser agressivas. Com maneiras. E a ser leais, umas com as outras. Numa escola amiga das crianças as que fazem queixinhas, a torto e a direito, os alunos exemplares, os alunos solitários e mal-educados, os alunos violentos, e aqueles que repetem mas não pensam são crianças cujos pais têm necessidades educativas especiais. Devem, portanto, ser ajudados. Mas se, teimosamente, não quiserem perceber os perigos com que magoam os filhos, talvez não merecem ser pais.
IMG_0590Num país amigo das crianças, todas elas têm direito a tempo livre. Sem a tutela permanente dos seus pais. E sem ateliês onde façam os trabalhos de casa, onde vejam televisão e onde tenham de estar quietas e caladas. Aliás, num país assim, todas as crianças terão direito a conversar. Porque só quando se pensa com os outros, conversando com os botões e em voz alta, ao mesmo tempo, se aprende a crescer. Num país amigo delas, todas as crianças têm direito a brincar. Todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados. E a brincar com um dos pais, 30 minutos, de segunda a domingo. Têm, também, o direito a ser filhas únicas dos seus pais, uma vez por semana, por um bocadinho. E a ter os pais, ao jantar e depois dele, sem telemóveis e sem televisão, só para a família.
IMG_0566Num país amigo das crianças, todos os pais que achem os filhos sobredotados, devem ficar, de vez em quando, de castigo. Porque (sem quererem, certamente) não percebem que todas as crianças (mas todas, mesmo) têm uma ou outra necessidade educativa especial. E que, pior que não a corrigir, é disfarçá-la com tudo aquilo que, supostamente, se faz bem. E não percebem, também, que as crianças que eles acham normais, só parecem mais adormecidas porque as pequenas maldades e os desamparos, a zanga sem fim e a tristeza dos pais, quase todos os dias, lhes traz (ao coração e à cabeça) um ruído de fundo que atrapalha o pensamento. Para além disso, todos os pais que – mesmo dizendo «posso estar enganado…» acham que os seus filhos têm uma personalidade muito forte, devem ficar de castigo duas vezes, porque baralham a convicção, que vem de dentro, com a teimosia que faz «braços de ferro», por tudo e por nada com quem está fora. Mas, se por infelicidade, os pais insistirem em ser simplesmente, bonzinhos e prestadores de serviços (em vez de pais) estão poupados a todos os castigos, porque não há nada que doa mais que um principezinho que se transforma num pequeno ditador e, de imposição em imposição, chega à adolescência como grande tirano.
IMG_0553Num país com futuro, todas as crianças têm direito a uma família. E, por isso, não podem estar confiadas a centros de acolhimento tanto tempo como tantas estão. E têm o direito a uma Justiça amiga das crianças, que obrigue a segurança social a ser mais despachada e eficaz, sempre que se trate de as proteger. E se, porventura, houver quem queira transformar um Tribunal num tutor de pais zangados e desavindos, que nunca põe os interesses dos filhos em primeiro lugar, num país amigo das crianças eles serão advertidos e castigados, porque não merecem ser pais. Simplesmente, porque todas as crianças têm direito ao direito e ao afecto (que, de braço dado e como quem tagarela muitas vezes) tornam o mundo mais clarividente e mais sensato.
 Todas as crianças merecem um país amigo das crianças. E, sobre tudo o resto, é-lhes devido o direito a ser crianças. Dos 0 aos 18, fazendo as contas pelos mínimos. E têm o direito a ter pais. Daqueles que, sempre que desligam o «piloto automático» com que educam e dão colo, ligam uma espécie de atrapalhador com que dizem (gritando, já se vê): «A partir de hoje!….» muitas vezes. E têm, ainda, o direito a pais de coração grande e de cabeça quente. Daqueles que fazem, pelo menos, uma asneira, todos os dias sem a qual ninguém se torna amigo das crianças. E, muito menos, mãe ou pai. E merecem, ainda, o direito a admirar os pais e os avós. Porque só quem admira se torna humilde. E só quem conhece a sua história, e se orgulha dela, conquista o direito a ter futuro.
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Todas as crianças têm, finalmente, o direito a ingonhar engonhar, a destrambulhar destrambelhar, a azucrinar e a chinfrinar. Têm direito a ter uma ou outra macacoa. E a ser, até, estrambólicas e escaganifobéticas. Que são formas complicadas de falar da salvaguarda do direito de quem se engasga e de quem se engana, de quem exagera e se atrapalha, e de quem erra. Que só é possível quando se tem pais e avós, e muitos tios ligados nelas. Que, todos juntos, façam com que, venha de onde vier, cada criança nunca se perca no caminho para casa. Todas as crianças têm o direito a um país amigo das crianças. Onde todas as pessoas, nem que seja aos bocadinhos, sejam atentas, serenas e sábias, bondosas e firmes para com elas. Um país onde todas as crianças se sintam filhas dos pais e sobrinhas de todos. Um país que não as idolatre nem endeuse, mas que as ame, simplesmente (que é tudo aquilo que quem repete que «o melhor do mundo são as crianças», raramente, lhes dá). Porque, afinal, a nossa pátria são todas as crianças.DAQUI | A nossa pátria são todas as crianças, Escrito por Eduardo Sá, Sábado, 14 Abril 2012

UMA SESSÃO CONVERSA NA BIBLIOTECA DA ESCOLA

Na próxima semana, dia 26 de abril, na biblioteca do Centro Escolar da nossa Vila decorre a segunda SESSÃO/ CONVERSA da ação “1,2,3 [educ]AÇÃO”. Uma iniciativa que arrancou no presente ano letivo, promovida pela Associação de Pais Os Kotinhas, do Jardim de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico da Escola da Palhaça, que este ano integro.
Consideramos que mais importante que criticar a escola, os professores e entrar numa culpabilização de tudo e mais alguma coisa, É IMPORTANTE sentarmos, partilharmos pontos de vista, rodearmo-nos de quem percebe mais do que nós de comportamentos e estabelecermos pontes, TROCARMOS IMPRESSÕES, aprendermos, experimentarmos novos caminhos na educação e acompanhamento da vida escolar dos nossos filhos. É isto que NOS MOVE.

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 O nosso material de divulgação é propositadamente uma opção artesanal, feito com imenso carinho 🙂

Por isso, se me lêem e  vivem Na Terra dos Que Vivem Aqui ou arredores, serão muito bem vindos nesta SESSÃO/CONVERSA informal, participada de entrada livre onde cabem todas as dúvidas, muita partilha e boa troca de impressões!

“Ups! Vermelho, outra vez…| Podemos ajudar os nossos filhos a melhorar?” com a amiga Catarina Ferrão | 26 abril. sexta | 21H23 Biblioteca do Centro Escolar da Palhaça.