121# FUNNY

Mais um final de semana divertido e preenchido de bons momentos. Andámos pela horta, a apreciar o crescimento de ervilhas e batatas, enquanto os desportistas foram espreitar o torneio de futsal internacional dos mais pequenos que este fim de semana aconteceu na nossa vila.  Participaram 12 equipas, de vários pontos do país e até equipas espanholas que fizeram soar o castelhano pela Palhaça estes dias.
A festa final da Oficina de Música encheu por completo o grande auditório do Centro Cultural de Congressos e é também nestes momentos que aplaudimos o futuro. Talentos artísticos não faltam por ali. A escola comemorou os seus 15 anos e o desfile de 15 temas foram-nos levando em passeio  que passou pela Fúria do Açúcar e um palco cheio de veraneantes que gostam é do verão, mas que não dispensam as festas de anos das melhores amigas!
No domingo foi dia da comunidade e rumámos à missa campal do costume. Este ano não pudemos ficar para o almoço, ossos do oficio do pai, e por isso regressámos atrás de uma Lambretta de 1949 magnífica!
Como o programa do fim de semana contemplava um encontro de amigos para o norte do distrito, não calhou mal de todo. A tarde foi passada entre a delícia da paisagem e as conversas do costume,  os mais pequenos  entretidos com brincadeiras à espera do Portugal-Holanda e os mais velhos de volta da paisagem. O resultado não podia ser melhor, foi mesmo “um funny lazy sunday” com  framboesas e cerejas do jardim por detrás da visão do melhor jogo da seleção que vimos até hoje.
E assim seguimos em família como a semente que é lançada à terra no evangelho de S. Mateus deste domingo “Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga.” 
Boa semana.

APPLEs REWIND.

Contava ao Pedro o nosso final de tarde, em casa dos meus pais e confirmei a sabedoria popular “Tal pai, tais filhos”. Os meninos deram cabo de duas maçãs num abrir e fechar de olhos. Sobrou um caroço delgadinho, chupadinho até ao limite que o Sebastião parecia querer guardar no bolso não fosse precisar dele mais tarde!
– “É por isso que eu gosto de maçãs, porque aprendi a comer das árvores. Gosto delas assim acabadas de apanhar.”, explicou-me o Pedro.
Os manos também, confirmei hoje. E da mesma árvore vieram mais maçãs, directamente para a nossa fruteira. Pelo caminho desapareceram três, ficaram os caroços e o aroma a fruta acabadinha de apanhar da árvore. Enchemos o olhar da salada de fruta que vai no quintal da avó e que em breve nos vai dar diospiros e marmelos.

DA HORTA

A nossa horta começa novamente a ganhar vida. O nosso dedicado e carinhoso”caseiro”, que por acaso é meu pai e adora o Benavente tanto ou mais que nós todos, dá o empurrão inicial e depois é impossível resistir às vantagens de ter uma horta: as manhãs que começam com os pássaros a cantar, o ar que inunda os pulmões enquanto andamos por ali, o cheiro a terra molhada nas manhãs frescas e os sabores genuínos. Não sei se concordam, mas o sabor e os aromas dos legumes e da fruta que saem do quintal para o almoço de casa são um prazer inconfundível, no meio de todas aquelas vitaminas e sais está o nosso empenho e cheiram verdadeiramente ao que são, já para não dizer que sabemos exactamente o que comemos porque os vemos crescer!
 

As mini-estufas que o Pedro inventou com o Salvador para que as pequenas ganhem raízes