SANTAS, SUBMISSAS E REBELDES? NÓS?

[APARTE: não sendo original, nest post de partilha, faz todo o sentido DIFUNDIR esta mensagem, partilhada primeiramente pela Ondina Matos, diretora do SDPJV Aveiro, amiga do coração –  cujo trabalho ao serviço da pastoral juvenil, admiramos e acompanhamos de perto –   que comprova que o lugar das mulheres é no centro da ação Pastoral, não pode ser de outra maneira ]

PERGUNTADomingo amanheceu verdadeiramente luminoso, de céu imensamente arejado, talvez por isso, e porque a vila esteve mergulhada em consternação desde os primeiros momentos da madrugada, sentimos necessidade de agarrar nos meninos e em nós e zarparmos para subir a serra. Precisávamos de céu, horizonte e contemplação.

A começar a subida ao Caramulo, folheando o Público, nem de propósito…mais do que o título povocador e aos S’s, chama-me a atenção a pergunta a azul…na companhia habitual das opiniões dominicais do Frei Bento Domingues.

Ainda que a confusão no banco de trás se tenha mantido ao rubro, durante toda a leitura e releitura, por causa de um chapéu de sol, o texto mereceu comentários de casal e orelha dobrada na página para a partilha oportuna. Agora aqui…
Ao ler e reler o artigo, fui pensando e digerindo aquela súmula que me tem andado a meter comichão no coração, mas que por falta de tempo, certamente, de conhecimentos também, mas sobretudo de paciência para fazer frente a TANTA VERDADE, este assunto da presença e do espaço das mulheres em igreja não tem passado de reflexão apressada e conversas com amigas que sentem o mesmo…
A verdade é que aquilo que acontece atualmente a partir da Igreja, relativamente às mulheres, na minha modesta opinião, não corresponde à realidade, muito pelo contrário  – como comenta e bem a Helena na Tribo de Jacob do Jorge –  “falseia o sentido de família universal que a Igreja deve perseguir”. Como ela bem sublinha“tenho pena que radique em medos, moralismo e numa visão distorcida sobre as mulheres” e é ingrato e muito redutor, como sublinha Bento Domingues,  ” persistir em opções que desconvocam, logo à partida, a maioria dos cristãos, as mulheres”.
Esta persistência da hierarquia católica em não contar com elas para conceber, projectar, orientar e realizar a missão da Igreja no mundo contemporâneo, é considerada altamente negativa, em alguns ambientes eclesiais, embora noutros, essa situação ainda se possa apresentar como absolutamente normal, pois “sempre foi assim”.
Este último argumento só pode ser usado por quem não vê o papel activo das mulheres em todos os sectores das sociedades ocidentais. Portugal não é excepção. Não procurar alterar o funcionamento da Igreja, tendo em conta esta tendência irreversível, parece cegueira, fuga aos sinais dos tempos, tantas vezes evocados em vão…”

Frei  Bento Domingues, Jornal Público de 3/2/2013Bento Domingues Santas, submissas e rebeldes