MUITO ABRIGADA POR ESTAREM AO REDOR DO CORAÇÃO

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Ao redor do coração guardo mais um fim-de-semana de BONS MOMENTOS. Momentos possíveis graças às duas famílias extraordinárias e sempre companheiras que temos antes de nós e à cadeia de amigos que cresce e se fortalece em redor da NOSSA FAMÍLIA. E se nas celebrações dos aniversários dos filhos as mães e os pais podem correr o risco de passar despercebidos, tal a centralidade do dia das crianças, temos o privilégio de saber que entre nós tal não acontece. Por isso, mas porque não consigo guardar sentimentos sem os partilhar, não poderia deixar de dizer a única palavra onde cabe tudo o nos oferecem e proporcionam, ABRIGADA. Um misto de agradecimento e convite para aqui ficarem. Aqui, connosco, nesta vida, feita de dias extraordinários e de outros mais normais, de horas felizes e de outras mais complicadas e desafiadoras. MUITO ABRIGADA, Porque é assim que a nossa família se sente com a  V O S S A presença. Para retribuir, partilho uma prenda de cumplicidade, que demonstra como a AMIZADE se faz de coisas simples, mas tão significantes, como um poema que se colou em redor do coração por estes dias.

Obrigada Sónia, é dos poemas mais bonitos que já me ofereceram. 
 
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões

As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos – digo,
As mulheres – ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
Ao peso dos pássaros que se abrigam.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
Transformam-se em escadas
Muitas mulheres transformam-se em paisagens
Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
Nos ramos – no pescoço das mães – ainda que as árvores irradiem
Cheias de rebentos
As mulheres aspiram para dentro
E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
Elas arrumam a casa
Elas põem a mesa
Ao redor do coração.

Daniel Faria
de Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998)

UM SEBASTIÃO QUE CHEGOU SEM NEVOEIRO

Há 18 meses juntos, primeiro lá dentro, bem pertinho de um coração de mãe, e agora no mundo, um coração que palpita fora de nós. 9 meses de pessoa, mais de 9 kilos de gente maçiça e 7 dentes muito apressados. Já mergulhou no atlântico, engoliu pirolitos de piscina, experimentou os voos da Easy Jet e inaugurou as viagens na nossa terra na Serra da Estrela. Desde então é muito dado a passeios, tal como o resto da família. Tem andado a investir nos vocábulos, mas a preferida e mais repetida é mesmo papa ou não se chamasse Sebastião! Já dorme fora de casa, sempre que é necessário, ou que os avós precisam de mimo. E tal como o irmão nem vestígio de saudades…até ao reencontro.
O Sempre-em-Pé começou 2011 com os 2 pés assentes no chão. A sua ocupação favorita do momento é dispensar os móveis, que o ajudavam às deslocações, e tentar fazer equilibrismo. Passa o tempo nas experiências de quem está com vontade de começar a caminhar. Já lhe dissemos que não temos pressa nenhuma até porque sem pisaduras fica bem mais bonito e  chegar onde quer que seja nunca foi uma dificuldade até porque já gatinha há mais de 2 meses.
Sebastião, desde 1 de Abril que, sem mentiras, não nos imaginamos sem o teu sorriso! Um sorriso que mais parece um irmão gémeo do Salvador nas mesmas idades.

1 de ABRIL | I Crónica visual de (+) um SpecialOne

Este é o Sebastião Pereira de Carvalho, nasceu na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, no dia 1 de Abril, pelas 12h40. Despediu-se de mim num parto normal, com ajuda de ventosa e forceps, pelas mãos de uma equipa de profissionais extraordinária. Um homem com 3,880kg e 51 cm de pessoa para se amar, auxiliar e ajudar a ser feliz.
Como mãe e mulher, reVIVO de novo dos dias mais felizes que já tive oportunidade de experimentar e por isso, mas também por outras razões que aqui posso resumir a três – 1.há histórias felizes de nascimento, porque é que sobre o parto as pessoas insistem no drama?; 2. a família é sem dúvida um dos núcleos/organizações que os Estados e as sociedades, na sua generalidade, deviam cuidar;e 3. A maior felicidade obtém-se das coisas mais simples como um sorriso, um toque de pele ou um abraço – por tudo e tanto disto, não poderia deixar de partilhar aquilo que distribuido se multiplica, O AMOR.

Este é o Sebastião, um cidadão do MUNDO que tantos outros, connosco, ajudaram a desejar. Os mesmos que vão estar presentes daqui em diante. Obrigada aos AMIGOS e à FAMÍLIA. Nunca se sente medo ou temor quando estamos no pensamento de quem cativamos e acarinhamos.