Feliz Natal nesta grande casa que é de todos

Nós por cá gostamos de agradecer, mais do que pedir. Na reta final desta caminhada de advento deu-nos para colocar algumas das nossas músicas favoritas e fazer da nossa sala a melhor pista de dança das redondezas. Posso garantir que é uma excelente terapia para descontrair no final de uma semana intensa de trabalho (onde contei 7 dias para lá das 40 horas). Então do que se lembra uma mãe faz quando chega a casa num domingo à tarde?
Afasta os móveis na sala e desafia os rapazes à dança, o resultado é o nosso vídeo do Natal 2015.
Fugimos das habituais músicas de Natal e viajamos até 2008 (com um CD praticamente riscado) com o Planeta Azul da Leopoldina a entoar um dos temas mais repetidos cá em casa. Uma música que fala da necessidade de cuidarmos da nossa casa comum, a tal “que se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras».
A terra nos precede e nos foi dada, estamos convictos que a expressão da fé pode e deve ajudar a criar esta comunhão de “respeito à natureza, defesa dos pobres e desenvolvimento da fraternidade”.

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Esta é de alguma forma e ao nosso jeito (com as parvoíces do costume) a nossa mensagem de Natal: a nossa fórmula de louvor e gratidão a Deus por tudo o que Ele criou – LAUDATO SI’ –  e um pedido para nos continuar a dar a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, enquanto parte desta construção de um futuro melhor, de justiça, paz, amor e beleza.
Temos a certeza que daqui a um ano nos vai fazer rir às gargalhadas…

MOMENTOS DOCES

bolachinhaschocolateBOLACHAS DE CHOCOLATE [RECEITA DA MAGAZINE Continente de dezembro]

INGREDIENTES | 370 g farinha; 40 g cacau; 240 g manteiga; 3/4 colheres de chá de fermento em pó; sal qb; 200 g açúcar; 1 ovo; essência de baunilha qb; lápis de pasteleiro para decorações;
MODO DE PREPARAÇÃO | Misturar a farinha+ cacau+fermento+pitada de sal; noutro recipiente misturar manteiga+açucar, mexer bem até obter creme fofo + adicionar ovo e essência de baunilha. De seguida misturar a farinha até obter massa homogénea. Embrulhar a massa em papel celofane e deixar repousar no frio 30m; polvilhar uma bancada e estender a massa e enfiar literalmente as mãos na mesma para começar a dar forma às bolachinhas; colocar as bolachas num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno por 10-12 minutos. deixar arrefecer e decorar a gosto.

Para esta quantidade de ingredientes conseguimos obter 7 frasquinhos de bolachas e muitas foram sendo comidas pelos gulosos da casa.

Ficaram deliciosas, podemos garantir!!!!

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FELIZMENTE HÁ NATAL

Gosto muito de ir vestindo a casa com a roupagem das estações e ao ritmo das nossas descobertas. O Natal é das minhas épocas favoritas também por isso, porque me inspira conforto, me impele à mudança, me provoca novos olhares sobre quase tudo. E o espaço que habitamos não é exceção.
Com ou sem feriado, as decorações de Natal começam sempre com os primeiros dias do Advento.  As mesmas árvores, as mesmas luzes, as mesmas bolas, os mesmos anjos, as coroas base de sempre e os presépios, os que vão resistindo às quedas e às brincadeiras e os novos, em versão minúscula, que vão chegando ano após ano. O que muda somos nós e a nossa capacidade para reinventar a partir do que temos: um puzzle tridimensional que faz de casa na serra e decora a parede; um garrafão gigante para elevar a árvore grande; uma garrafinha pequenina para acomodar a árvore média e o nosso presépio favorito (repleto de boas memórias Mouva) e uma ou outra renovação nas coroas. Tem sido assim nos últimos anos: a partir do mesmo, reinventamos o nosso espaço e os recantos onde cada um de nós gosta de ler, estar, escrever, brincar ou simplesmente contemplar.
E como se no Natal fosse mais observado, o Benavente fica ainda mais encantador quando o olhamos em segundo plano, para lá do brilho das luzes de Natal.  O seu lugar é cativo, quer nos nossos corações, quer nas decorações de Natal. São as incríveis tonalidades da folhagem que aqui habita, os passaritos e o grupo de corvos que avistamos nas manhãs frias, o vasto tapete de folhas que se vai acumulando por cima da pouca relva que resta e os aviões que sempre que se anunciam no seu voo por aqui, nos recordam que daqui iremos pelo mundo perguntando: Do They Know It’s Christmas?
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Este ano, com a ajuda dos netos e o empenho dos avós, o jardim do n.º11 da Rua do Arieiro ganhou um presépio. Discreto, singelo e diferente. Duas tábuas, palha, musgo e o conjunto de figuras que saiu das quatro paredes para a cabana da velha magnólia quase despida.
A velha magnólia nunca esteve tão bem acompanhada a caminho do Natal.
Trapezistas

244# AMOR COMO EM CASA & MARIA CHEIA DE GRAÇA

natal2012

Regresso DEVAGAR ao teu
SORRISO como quem volta a casa. Faço de conta que não é nada COMIGO.
Distraído percorro

o caminho FAMILIAR da saudade, 
PEQUENINAS coisas me prendem, uma tarde num café, um livro.
DEVAGAR te amo e às vezes depressa,

MEU AMOR,
e às vezes faço coisas que não devo, regresso devagar a tua casa, compro um livro,
entro no
amor como em casa.

Manuel António Pina  in “Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde”

sagradafamilia

sebastiaonatal

bolasbolasbolas

arvoredosalvador

Bom fim de semana ♥.