UM ANO DE VIDA

umaninho9.jpgO Salomão comemora hoje um ano de vida. O terceiro menino Girassol nasceu há um ano, na Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra, perto das 18h30, naquele que foi o melhor parto dos três. Parece que foi ontem, pela frescura de todos os detalhes quando regresso ao 19 de abril de 2013. Já lá vão 365 dias e tantas experiências juntos: passeios, aventuras, sustos e tropelias! Uma vida num ano e com ela a descoberta diária das suas marcas pessoais e intransmissíveis, do sorriso escancarado ao sinal do tornozelo, passando pelo tom claro dos seus caracóis, pela gargalhada sonora e o seu jeito meigo de se aninhar em nós, de dedo na boca, a ajustar o sono. Salomão, menino pacífico que reinas entre nós,  que aqui permaneças por muitos e longos anos. NÃO SERÍAMOS ESTA MÃO CHEIA DE VIDA sem a música do teu coração nesta orquestra familiar.umaninho2.jpg

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Um sorriso maroto ao colo da prima Rita

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SUSTO com S

Susto escreve-se com S, mas também eSperança, SorrisoS & Salomão. O menino com nome de rei e olhar doce foi o primeiro filho a colar-nos a palavra medo ao céu da boca e a levar-nos ao internamento de pediatria num hospital. Mas também foi com ele que o nosso coração se dilatou ainda mais para o agradecimento do que nos tem sido permitido viver até agora. Abensonhada vida a nossa que tantas vezes quando passava pelo hospital de Aveiro se lembrava: “gente a nascer, gente a morrer, meninos internados, velhinhos acamados e nós aqui, a ver o hospital de fora”. Longe de imaginarmos que um dia, talvez numa quinta-feira, 5 de setembro, o nosso coração haveria de se acomodar nas urgências, apertadinho e com medo, à espera de ser reabilitado pela esperança. Esperança que as coisas melhorassem para o nosso pequeno menino. Havia outros dois à espera dele em casa.

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Foi um susto. Um valente susto. As compras ficaram no cesto do supermercado porque o coração de mãe disparou à descrição sumária da educadora. De repente, após uma sesta pós papa, o Salomão acordou com todo o corpo coberto de manchas e borbulhas de todas as formas e feitios. Ambos os olhos inchados e com sinais de dificuldade em respirar. Foi assim que o encontrei passados 3 minutos do telefonema, naquele que foi o meu primeiro grande encontro com o medo. Quando o vi, com tamanho edema nos olhos, sem sequer os conseguir abrir, e depois lhe peguei ao colo, num estado de prostração que nunca vi nem senti, fui atravessada por um estremecimento  aterrador.  Nunca tive tanto MEDO em toda a minha vida. Medo que ele deixasse de respirar. Medo de nunca mais o ver rir. Medo de ficar ali com ele nos braços. Muito medo. O meu coração disparou e só se começou a aquietar quando entrámos nas urgências, ele abriu os olhos e esboçou um sorriso. Os 15m de viagem, feitos ao telefone com a Linha Saúde 24, foram para mim de pânico. Pânico por não saber distinguir naquela fase se o barulho que ouvia era a respiração dele ou o meu coração a saltar do peito, pânico por não conseguir raciocinar e dar as descrições mais corretas a quem me ouvia do outro lado, pânico porque ele não reagia a nada que lhe fazia mais me parecia querer dormir…

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Voltámos a vislumbrar o noSSO Salomão nas urgências quando, fora da cadeirinha e já com muito menos manchas e menos rosado em torno dos lábios, ele esboçou um grande sorriso. O meu coração puxou-o contra o peito com força e com aquele sorriso partilhado afugentámos o SUSTO, o medo e o pânico. Ficamos só nós de novo, coração aquietou-se e vieram os sorrisos a três. A partir dali já não estávamos sós, connosco a esperança, ele e os médicos, procurando perceber o que se passou naquela última hora com o Salomão.

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Em menos de três horas as manchas foram desaparecendo, mantendo-se o inchaço em ambos os olhos. Ficámos para observação do desenvolvimento do edema ocular que se foi desfazendo nessa madrugada. A segunda noite foi justificada para testarmos ficar sem antibiótico e voltarmos a repetir o exame de sangue. Não é fácil encontrar veias em bebés e francamente encolhe o coração de qualquer pessoa ver um bracinho tão pequenino e frágil ser fustigado à procura de alguns milímetros de sangue. Mas para descobrir o que se passou com o Salomão tinha mesmo de ser. E no sábado a determinação da enfermeira coincidiu com a oração sussurrada ao ouvido dele, enquanto o segurava. Foi doloroso, mas rápido e logo de seguida tivemos uma visita muito especial d’ Os Palhaços d’Opital. Fantástico como há gente que gratuita e espontaneamente nos faz tão bem com tão pouco. Precisamos mesmo de alegria, humor e afetos no ambiente hospitalar. E há tanta gente por ali…que vai ficando dias a fio à espera de ficar melhor, se se curar, se regressar à vida normal. Fartei-me de pensar nisso nas quase 24horas que passei por ali.

Agora estamos à espera do veredito final, que pode muito bem demorar mais mês e meio…

Por enquanto vamos agir como se ele fosse alérgico à proteína do leite de vaca, já que a NOVIDADE da sua semana passada foi a papa láctea (contém leite) e o que lhe aconteceu foi apontado como reação alérgica a essa proteína. Haveremos de tentar uma prova controlada de alergia quando ele tiver meio ano se até lá não houver outro episódio que desvie deste indício.
Até lá aguardamos o resultado do exame, depois vamos vendo e (re)agindo em conformidade. No que seria a primeira semana de regresso à normalidade, com todos nas suas SUPERvalências – Salomão no berçário Salvador no ATL e Sebastião na creche – e nós de regresso ao trabalho, já EXCEDEMOS A QUOTA de EMOÇÕES familiares e foi tudo menos NORMAL!!!!

MENINO

Amigo do peito, inseparável.
Cresce como o milho que avistamos do Benavente, esguio e fresco, abanando-se à brisa. Um menino a descobrir-se. As mãos, a boca, o espaço e os sons.
Segues todos com olhar ávido e começas a ser mais um a disputar conversa quando nos juntamos.
E sabes que mais?
Tirando três dias mais aborrecidos e duas noites mais inquietas, ten sido muito boa companhia, nesta volta à maternidade nos últimos 80 dias.
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“quando te vejo rir outra vez, lembro de mais da tua primeira luz, vejo de novo a tua luz
como um milagre passando por nós,

fica no meu o teu coração,
segue no teu, o brilho do meu olhar, feito flores que a brisa lançou,
vivo outra vida que a vida me deu…”

Alexandre Andrés – Menino (ft. Mônica Salmaso)

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ELAS GRÁVIDAS & EU gratadeVIDA

4 mulheres e 4 famílias, em 4 localidades diferentes do país, CRUZAM-se em torno da AMIZADE com a família GIRASSOL, na ROTUNDA DAS GRÁVIDAS.
[publicações anteriores: 1º encontro2º encontro3º encontro]
hands_sab20abrilSALOMAO.jpg   Na semana em que se celebrou o DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA, retomamos a viagem onde trocamos impressões sumárias da nossa gráviVIDA situação. Agora com uma realeza a espreitar no retrovisor, atenta aos que vão chegar em breve!
A viagem prossegue,  a todas as rotações nesta reta final, com as grávidas Rita, Vera e Sónia. Elas vão vendo o ventre a crescer com tamanho fulgor de vida e eu sigo agora na auto estrada das enormes aventuras de um 3º filho e no sentido contrário na questão da barriga…
concentradas, porTANTO, cada qual na sua próxima ESPERANÇA e nas descobertas extraordinárias que uma nova vida arrasta consigo!
E tentamos com estas partilhas contagiar outras famílias para aquilo que é notícia e tendência pelos motivos menos bons: “estão a nascer menos crianças do que as que os pais gostariam”.34w

♥ ESTE PIRRALHO(A)……
JULIETA, 36 W [Rita] tem pinta de quem vai ser mexidita, a julgar pelos mergulhos e acrobacias que ainda consegue fazer dentro da sua piscina privada…;
TIAGO 32 W  [Sónia] está aqui a empurrar/esticar a minha barriga cada vez com mais força!;
MARIA LUCAS 32 W [Vera] tem bicho carpinteiro. 
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♥ SE SOUBESSE QUE ANDAR GRÁVIDA ERA ASSIM…
[R] estar grávida é mágico, enigmático e tão nosso… as mães tem um privilégio incrivel;
[S] podia ter sonhado mais com estes momentos!; 
[V] já tinha criado o Movimento “Gravidez É Felicidade”. Votem em NÒS.
 
♥ COMEÇO A ACHAR QUE TENHO DE……
[R] acalmar um pouco e reduzir os saltos e pinotes com a mais velha… não vá esta menina entusiasmar-se e querer sair mais cedo; [S] ter a mala pronta e saber aproveitar todos os minutos ainda de barriguinha!;
[V] guardar energias para o próximo.Vera_18abril
 
♥ QUANDO PENSO NAS OUTRAS 3 GRÁVIDAS DESTA ROTUNDA….
[R] imagino-as FELIZES… tão felizes! duas que estão a descobrir&viver tudo numa primeira vez e a outra corajosa que vai no terceiro filho e erradia tanta felicidade & inspiração;
[S]  tenho tanta curiosidade de nos ver todas sentadas cada uma com o seu rebento e rir desta rotunda!;
[V] lembro-me que há felicidade a triplicar neste circuito de gráVIdas.
 ESTE ESTADO TEM-ME DADO….
[R] para pensar mais no ESSENCIAL, para ter mais calma e paciência, para pensar no futuro e querer aproveitar muitoooo os meses que tenho pela frente;
[S]  muita serenidade, muitas conversas e sorrisos e uma nova forma de ver o mundo a acontecer à minha volta;
[V] um estado zen e de relax total.

INTERVALO

Hoje à 8ª tentativa para acalmar um bebé experimentei poesia. Intervalo (II)  de Sophia. Quase à beira das lágrimas, num desejo profundo que ao menos aquele  “Dia branco” chegasse até nós por um momento, breve que fosse, “Um dia em que se possa não saber”. É que hoje, definitivamente, eu já não sabia que mais fazer. Desde que os outros três saíram porta fora de manhã que me vi a braços com uma inquietação que durou todo o dia. Não me lembro de nada semelhante com os outros dois. Já dizem as vizinhas da rua ” Cada gravidez sua espertez”. Nada que não tenha a certeza. Cada bebé é um universo com todas as suas particularidades. Ainda que se faça tudo semelhante, no que ao cuidado e à educação diz respeito, teremos duas pessoas distintas. No doubts!!! 
O Salomão passou literalmente o dia ao meu colo, inquieto e chorão, a bolsar praticamente tudo o que foi mamando ao longo do dia, em horários bem mais curtinhos que foi reclamando. O maior soninho que fez foi a dois, por volta das seis da tarde, quando FINALMENTE caímos os dois redondos na cadeira de baloiço virada a poente.
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Sozinha o dia todo fiz quilómetros de embalo e do meu esquerdino nem o sinto; almocei quase às duas e meia; o estado do tempo lá fora também não ajudou nadinha, passei o dia a matutar que a culpa desta indisposição só podia ser do que tenho vindo a comer em abundância. Sim, porque não me pareceu que se tratassem de cólicas…era sobtretudo aguentar alguma coisinha no estómago, fazer uma digestão em condições já que eu definitavamente, tenho de resistir ao exagero de leite, ao chá que vou bebendo e continuar a vingar o apetite na fruta ao longo do dia e, como hoje ao jantar, trocar o excessivo hábito de massa e arroz da família pelos grelhados acompanhados com legumes mais vezes e ficar-me mais vezes pela SOPA. A rainha da sopa! Já quanto à água continua a ser um daqueles fretes, não me sabe a nada, sabe?!!!
A novela cinzentona começou a melhorar com a companhia em casa, sobretudo depois do banho. Ainda que com o jantar em modo turno, a coisa compôs-se finalmente com o final do Jornal da Noite, e até coubemos os cinco num momento que me pareceu eterno num sofá para três com o indisposto posto sereninho a dormir junto ao meu coração!!!
 
Agora que na casa reina o silêncio posso dizer baixinho, aqui para nós que eles dormem (TODOSSSSSSS – vou beliscar-me), que esta quinta feira foi cinzentona, mas terminou MUITO bem (continuo a falar baixinho que isto de cantar vitória antes do tempo, corre sempre mal) E COM UMA SURPRESA Serena!

SAIR DE CASA e dar-lhe música

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À semelhança do TOQUE, houvesse mais disponibilidade financeira e nós passávamos a vida nisto de PASSEAR, VIAJAR, CONHECER, SAIR. Não podendo conjugar o verbo viajar as vezes que gostaríamos temos de reinventar. Felizmente, SAIR ainda não paga imposto e se temos imaginação suficiente para fazer de um parque da vila um agradável destino para um gelado de final de tarde e da nossa Praça o playground mais cosmopolita das redondezas, com mais algumas gramas e o devido planeamento podemos quase ir onde quisermos!
Assim tem sido desde que este pequeno rei veio de Coimbra,  a rodagem da família tem mais um navegador no banco de trás.  Nestas primeiras experiências o menino e esta sua carinha de satisfeito (depois de um dia inteirinho de laró na passada sexta-feira) demonstram bem como já pertence ao clube dos Viajantes Magníficos  É dos NOSSOS!

Qual correntes de ar, desconforto, muda fraldas, mama aonde, dorme quando, entramos como, e se chora? Para todas as perguntas uma resposta: adaptamo-nos e enxotamos os MITOS que por aqui nunca tiveram muita sorte! Com todos os cuidados necessários, se ele andar bem…
Assim sendo, nos últimos 18 dias a coisa foi mais ou menos dentro do que seria sem ele com o acréscimo de tudo o que foi saída POR ELE já andámos na praia, no campo, na praça, na loja do cidadão, em casa dos amigos, no museu, no café, na feira, nas escolas dos manos, na escola de música, em casa de todos os avós, nas lojas quase todas das redondezas e na RUA DO BENAVENTE, claro!

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Ontem o passeio foi até Aveiro. O Salvador tinha aula de música e queria partilhar com professora de guitarra o seu irmão mais novo. Assim fomos os três. Nós ainda aproveitámos o tempo da aula para ir até Estação de comboios, mesmo ali ao lado, onde  estão a acontecer uma série de concertos da OMA no âmbito do Molifest e da 1ª Semana do Aveiro Empreendedor. Deveria ser sempre assim, uma estação onde mais do que avisos soa música, repleta de transeuntes que passaram, pararam e aplaudiram o que levaram consigo. Parou o senhor executivo, a dona de casa apressada, o estudante atrasado e a avó babada. Ontem, ao final do dia, entre CHEGADAS & PARTIDAS.

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