WE’LL ALWAYS HAVE BRAGA

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Eles têm Paris, nós teremos sempre Braga, onde regressámos este final de verão com os rapazes para lhes falarmos do nosso amor, dos sítios que fizemos nossos e das aventuras de crescermos juntos. Foram anos de experiências inesquecíveis e únicas. Umas vezes próximos e tantas outras distantes.
Agora também eles fazem parte das memórias que passamos a ter de Braga. Num dia abafado, andámos a sentir e observar a cidade. Cruzámo-nos com santos e heróis. Houve almoço para todos na esplanada do Café Viana, inventaram-se canas de pesca na encosta bucólica do lago e as nossas caras ficaram estampadas de um Verão à la minute e a preto e branco. Foi como se tivéssemos viajado ao tempo dos passeios em casais, onde se incluíam os nossos pais, ao Bom Jesus de Braga. Sim, o Bom Jesus recompensa sempre e eles vão certamente regressar um dia, connosco ou sem nós, para perceber como  “Somos os capitães da nossa alma, os donos do nosso destino” Nelson Mandela no filme Invictus], somos nós que fazemos acontecer a nossa própria história, mesmo as de amor ! 

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CURIOSidades

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Na mesma vila, com os mesmos calções e as mesmas duas pessoas. Entre uma e outra fotografia passaram-se 5 meses. Aqui EL REI de peúgas quer erguer-se, cheio de uma genica extraordinária, inspecionar tudo em redor, experimentar o grau de resistência de todos os colinhos e distribuir sorrisos. O modelito summer, com detalhe comum a uma t-shirt dos manos- um caranguejo que fala americano – foi uma de várias lembranças que adorámos receber em mãos este verão, de umas primas muito especiais que estão sempre nas nossas conspi[ora]ções ainda que a milhas de distância. A CURIOSidade, em jeito de memória, foi um pretexto para dizer que nos lembramos delas e para as fazer sorrir com um rei de meias. HOPE…que os próximos 5 meses sejam de grande esperança & vida.
AQUIDELREI

BACK, to be continued | Oficialmente uma MÃO CHEIA DE FAMÍLIA

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onde predominam os homens, com nomes de reis, mas no fundo no fundo, quem reina e dá (à) LUZ é a mulher;
onde a trAdiÇÃO ainda é o que era (há 7 anos, Salvador, e em 2010 com o Sebastião). Sempre que o dia é de PARTO (mas regresso) continuam a não faltar BOAS AVENTURAS, merecedoras de registo do punhado de APANHADOS, para a posteridade do clã LER E RELER nos serões à lareira ou no campo de férias com os amigos.
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O nascimento do terceiro SPECIAL one, esta sexta feira, manteve os níveis de adrenalina, aumentou a taxa de sorRISOS gratuitos e fez disparar A PROCURA DE CuriosIDADES numa MATERNidAde perto de nós…

Já dizem os gurus: contra a crise, CRIE!!!

REWIND & REPEAT, será pedir muito?

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Sem mentiras, porque 1 & 2 de Abril de 2010, foi mesmo  sempre a TRANSBORDAR de felicidade. Tal como o 24 & 25 de Março de 2006.
Seria pedir muito, repetir ALGO DO GÉNERO lá para os dias vinte e poucos de Abril de 2013?
Maternidade pública acolhedora, parto normal com epidural, espera longa com tempo para risota e peripécias [1º um dente neonatal e no 2º uma greve a interromper a indução e um bebé com quase 4 kg..], mais um amiguinho do peito esfomeado, sempre as roupinhas delicadas, um companheiro de luxo o lado e AGORA dois manos com 4 abraços e um punhado de balões alegres na primeira visita do dia 1 do Salomão!!!?
Às quase 32 semanas começo a ficar medricas. Contornar isto fica mais fácil passeando pelos filmes anteriores!
Até parece simples.

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240# A VIDA CONTINUA, EM MODO ESPERA ATIVA

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A cada manhã, escolher roupa ficou cada vez mais simples. É a gravidez que impõe as medidas certas a cada mês! O leque de escolha, que todavia nunca foi muito abundante, nos últimos 15 dias sofreu uma drástica redução, tal como o orçamento, traduz-se agora em qualquer coisa como 2 pares de calças, 2 calções, 3 vestidos  e leggings. Isto para não falar das camisas e camisolas que parece que fizeram todas a mesma viagem de encolhimento dentro de uma lavagem a quente. Haja imaginação! Fiquem descansados porque algum trapo se vai sempre arranjando para cobrir este T1 que vai crescendo. E contudo, continuo a sentir-me linda todos os dias. Daquela beleza que não passa pelo penteado de cabeleireiro, muito menos pela camisola de marca ou vestido da moda. Este brilho é -me familiar de anteriores viagens e vem de dentro…tão de dentro que é impossível esconder. Mesmo quando o jeans preferidos já pedem descanso e a camisola não cobre o frio todo que entra umbigo acima.

Às 18 semanas já me sento de lado para apertar atacadores e sinto-me bem menos disponível para os pedidos de cavalitas e colos que os outros dois malucos precisam. Apesar do sono ter passado à história, a cada final de dia, daqueles onde nunca cabem menos que 12 horas, estou EXAUSTA (sim, eu sei…não tenho 26 anos e tenho dois terroristas em casa)!!!

Vale-me por estes dias, para contrabalançar saber que tenho uma vacina do tétano em atraso e desconhecer manhãs que estiquem para tanta coisa que devo fazer, a motivação enormeeeee de termos na agenda para daqui a 6 dias um encontro marcado com este bebé, também na dimensão única do amor , assim como em 4D.

E por falar em AMOR…por estes dias dei por mim a folhear algumas anotações no meu Código do Processo Pessoal e foi impossível não fazer paragem nas palavras e no exemplo da serenidade de Helena Sacadura Cabral. Ela escrevia em 30 de abril deste ano, aquando da morte do seu Miguel Portas.

” A vida continua… |  “Os filhos são um empréstimo de Deus.” Depois da missa de ontem o meu coração serenou. Fiz tudo quanto o Miguel pediu antes de morrer. Acabei como devia, entregando-o nas mãos de quem mo emprestou. Amanhã ele faria 54 anos. Hoje recomecei, mansinho, a trabalhar. Como ele desejaria. Mais uma vez em sua homenagem. Aquela que só uma mãe pode dar.Porque a vida continua e, felizmente, ainda tenho vivos de quem me ocupar.”

A VIDA CONTINUA hoje, com  a certeza que também os noSSoS são um empréstimo de Deus. Um empréstimo precioso que apertamos contra(e dentro d) o peito todos os dias.

Uma boa terça-feira!

222# ESTAÇÃO DE OUTONO

Uma descida acentuada. Um dia a meio. Um caminho bucólico de quadro impressionista e o sol a pique. Uma hora de outono para dois. Brincadeira pegada, sapatos molhados, folhas voadoras. Uma quinta “ia-ia-ó” devolvida no eco e folhagem de perder de vista quando mandamos os olhos ao ar.
Todas as tonalidades preferidas ali, naquele ramalhete que borda as fronteiras da descida onde já tombámos este verão de bicicleta. Onde tudo era verde, onde a terra seca arranhou os joelhos no deslize da roda.
A oeste da Terra dos Que Vivem Aqui paisagens como esta, exuberantes, lindas e gratuitas, ignoradas por tantos que preferem percorrer as montras da paisagem comercial ou mantém fechadas durante tempo infinito e dias a fio as persianas, os estores e as portadas dos pequenos fortes onde se excluem do magnifico paraíso que (n)os rodeia. Onde mantém à margem o sítio onde vivem, sem o deixarem entrar em casa. Porque a nossa terra não é só um sítio onde vivemos, é um território que passa a viver connosco, não? Que nos entra e entranha casa adentro e não fica no tapete onde sacudimos os pés…
Lamento tanto esta privação voluntária a que tantos se submetem. É um lamento verdadeiro, sentindo que deslumbrados vivemos mais felizes com as coisas simples desta vil(d)a, que de este a oeste, entre o norte e o sul, oferece o que é de todos. E é uma pena privarem esta vila feliz de tanta contemplação, da diversidade de tons de voz, dos risos na descoberta da vizinhança que vai além das traseiras e dos quintais, e de deixarem os passos seguirem pelas ruelas e recolhas fortuitas de folhas e pedras, ouriços e musgo.

Porque a crise ainda não chegou à contemplação e não há imposto que nos impeça de degustar o outono, devagar, para apreciarmos com especial carinho cada estação que (re)veste a nossa vila feliz de forma gratuita e tão magnífica. Pode ser que o menino das folhas cresça a achar que do outro lado do caminho das videiras continue a existir um outro Sebastião a gritar outono como ele, depois dele…

155# [O]PORTO SO COOL!

Por mais que se leia em revistas, portuguesas ou internacionais, por muitos comentários que nos cheguem via amigos próximos ou conhecidos da blogosfera, nada como sentir essa movida que anda à solta no Porto (muitas sugestões no PortoCool).
Como também somos essa espécie de provocadores de coincidências de histórias abensonhadas, se fomos às alianças à invicta, aqui há uns anos, deste vez regressámos para o pacto de descanso e a conversa merecida! A dois, nem mais um par de braços! Fazendo sweet home n’A FAVORITA, pensão na Rua Miguel Bombarda. Essa mesma onde já almoçámos os 4 há 2 anos, meramente ao acaso…

O tempo é sempre pouco, verdade, mas a sós até parece que estica e que todos os minutos foram infinitamente nossos. O que permitiu o passeio demorado, calcorreando Bombarda, o bairro das artes; desfrutar do sol de fim de tarde na Praça Carlos Alberto e ainda abrir finalmente a leitura de “Nenhum Olhar” do José Luis Peixoto; percorrer a feirinha que um dia também nos inspirou ao Mouva e resistir aos fatos de banho da década de 80 com esforço; seguir, em direção aos Clérigos, visitar a Lello, folhear raridades  e entrar na perdição da loja da Vida Portuguesa para abancar, de fino e amendoins, na estreita esplanada do Galeria de Paris (um restaurante bar que já foi um armazém de tecidos vendidos a metro; repleto de preciosidades em todas as paredes), onde ainda demos um pezinho de dança, a convite do Grupo Etnográfico da Universidade do Porto, em apresentação de final de tarde. Voltas e voltinhas e ainda assistimos às verdades verdadeiras que preocupam todos, ecoadas do funil, na varanda do Galeria.

À noite regressámos à rua, depois de um manjar dos deuses, que reuniu pato e atum, à luz das velas no “La bombarde”. Quais dois patetas de apaixonados, trocando passado e futuro por miúdos na companhia de um copo de vinho.  Foi talvez o melhor jantar dos últimos meses. Sem babetes e sem algazzarra. E como foi bom ouvir o nosso silêncio! Não fosse de nome e ficaria na noSSa história como a FAVORITA! Tal & qual.
Sem darmos  pelo tempo passar a noite foi passando por nós e voltámos à rua,  de novo para a zona dos Clérigos que fervilhavam de pessoas. Pelo meio Música na Praça, com os Lado Porto, na Praça Filipa de Lencastre. E BIBA o Porto, uma cidade palpitante, bonita, asseada e cheia de vida, de dia e de noite, no centro e nos arredores. Os turistas gostam, divertem-se e recomendam, segundo fomos constatanto.
Na pensão, devíamos ser dos únicos portugueses. Espanhóis, Italianos e Ingleses partilhavam o espaço moderno e luminoso, decorado em tons de branco, integrado num edifício antigo localizado no centro histórico do Porto. Nos quartos com vista para o jardim, sobrevoados pelas gaivotas, o silêncio e a calma. E nas traseiras do bairro das artes, tal como em todas as calçadas que percorremos este fim de semana, nos sentímos em desvantagem. Fregueses de um país apetecível, sobretudo se Norte. BIBA O PORTO! Porto is SO COOL.