MY SPOT

Choosing your spot

It’s difficult to find the leverage to make a difference. At your job, there are probably people with more experience than you, more domain knowledge than you, even more skills than you. The same is true about your competition.

But there’s one place where you can make your mark: Your attitude.

You can bring more generosity of spirit, more enthusiasm, more kindness, more resilience, more positive energy, more bravery and more magic to the room than anyone else, at least right now. Because you choose to.

That can be what you stand for.

These aren’t soft skills. They’re real”.
(
They might be skills, but they’re not soft)

 

Seth Godin, from here

BANDA SONORA PARA OS TRINTA E OITO

30 de maio since 1979 e eu só sei crescer (como canta o Samuel Úria em É preciso que eu diminua), celebrando a vida e desejando “que haja sempre o dom de ser no que nos faz que eu sei bem do que sou capaz” (como tão bem escreveu e canta a Márcia em Do que sou capaz).
Sempre bem acompanhada com bons amigos (Friends de Francisco Sales traduz a força e o alimento que vem da amizade sincera) porque como venho citando com regularidade sempre que é dia de aniversário na minha vida “Alimentamo-nos uns dos outros. Somos uns para os outros, na escuta e na palavra, no silêncio e no riso, no dom e no afeto, um alimento necessário, pois é de vida (e de vida partilhada) que as nossas vidas se alimentam.” José Tolentino Mendonça.

7 & UMA SALVA DE PALMAS

manos7anosdepoisHá 7 anos, as manhãs voltaram a ser de espanto, contemplação e amamentação, continuava a beliscar-me para acreditar que já era mãe de dois rapazolas saudáveis e bem-dispostos. Continuava a sentir-me uma menina, com 30 anos, e o Benavente foi um privilégio para os 4 meses de licença de maternidade a que tive direito.
O Pedro ainda dava aulas, mas desta vez bem mais perto, aqui mesmo ao lado em Vagos. O Salvador tinha 4 anos e acompanhou com muita curiosidade toda a gravidez, com imensas perguntas, e a chegada do irmão foi muito desejada. A família voltou a aumentar no dia 1 de abril de 2010 e nós que achávamos que não seria possível dividir o amor que sentíamos percebemos que o amor não se divide, multiplica-se! Ao contrário do que nos iam dizendo, não sentimos qualquer mudança no comportamento do Salvador. Foi um irmão atento e curioso, nunca lhe identificámos atitudes de ciúmes ou dificuldade em lidar com a nova condição.
Quanto ao nosso Sebastião, o bebé grande de olhos enormes e marca Carvalho no tom de pele e cabelo farto, continua um miúdo gigante em doçura, cresceu também na teimosia. Se a escola não lhe interessa tanto é porque gosta bem mais de brincar, brincar, brincar. É de fácil convencimento e como sempre viu mais tv que o irmão a publicidade aproveita-se disso: pede tudo que vê…mas vai entendendo que mais ser criterioso no que quer porque não tem alternativa e não vamos nas suas cantigas!
patinadorÀ semelhança dos outros, é uma criança super saudável (come fruta até se enfrutar…) e ficou de cabeça dura com tanta queda que foi dando sozinho atrás do irmão nas suas investidas arrojadas para descobrir o mundo. É um às do equilíbrio e tem uma destreza física invejável. Sobe árvores e salta muros altíssimos, andar de bicicleta sem  rodas foi cena para fazer aos 3 anos e ficou viciado em futebol desde que entrou na escola! O relato dos jogos dos intervalos são a sua atividade favorita quando tentamos perceber como correu o dia na escola, quais letras e trabalhos quais quê???!!! É discreto no modo, mas rapidamente percebemos que em grupo de amigos todos lhe têm especial carinho…e eu acho que sei porquê e é nisso que muito o admiro: é muito sentimental e tem um sentido de compaixão fora do comum, para criança!
dreamteam_7anosSebastiao
Na celebração do seu 7º aniversário, para seu enorme contentamento, reuniu uma mão cheia de bons amigos numa tardada de jogo debaixo do céu de um dia magnífico de Primavera.
Disse-nos ao final do dia: – 
Preciso de uma bacia com água quente para os pés… – estava exausto –  foi um granda jogaço!
A família Giragirassol ficou bem mais rica (e divertida) desde a sua chegada, hoje somos cinco também graças a ele…não seríamos os mesmos sem o nosso pequeno gnochi !
cenap_sebastiao

INFÂNCIAS DO SÉX XXI…

A propósito de algumas conversas com amigos e de uma publicação recente do observador, com um álbum de “Como era ser criança no século passado” dou comigo a deter-me na infância das minhas crianças e a percorrer alguns dos últimos meses (finais de dia e fins de semana).
Se é verdade que no século passado “Não havia consolas a prender miúdos em casa, ninguém tinha medo da lama nem de partir um braço nos baloiços sem proteção. Do pião aos carrinhos de rolamentos, assim era brincar na rua há umas décadas.” também é bem verdade que hoje as crianças vão a exposições, viajam e passeiam muito mais, acedem ao conhecimento com mais facilidade (via net, livros, televisão), participam nas atividades e tarefas domésticas sem distinção de género, convivem com os amigos e muitas continuam a ter uma infância com uma componente muito importante de ar livre, de aventura, de risco e a imaginação pode muito bem continuar a ser companheira de muitas brincadeiras.
É verdade que as nossas crianças de hoje passam muito mais tempo nas escolas e nas instituições (ATL’s e Centros de Estudo)  do que certamente a maioria das famílias gostaria, mas como em tudo, há uma margem de manobra que nos cabe a nós e às pessoas com responsabilidades nestas diversasinstituições. É sempre possível fazer a diferença.  Basta estarmos atentos, exemplos não faltam!!!
Até porque, em muitos locais predominantemente rurais como aquele em que escolhemos viver (até agora) há muitas alternativas de espaços livres e públicos bastante acessíveis.
aventureiros
Nós por cá tentamos fazer a nossa parte e por isso é frequente as nossas crianças terminarem os dias:
com a roupa prontinha para seguir para o tira nódoas;
todos mal cheirosos com terra nas unhas;
andarem a saltar telhados para resgatar bolas;
assistirem ao por do sol  no parque a jogar à caçada;
andarem a roçar o chão em grandes fintas;
rasgarem calças a subir ao pinheiro que temos no jardim;
cobertos de arranhões e psiaduras de andarem a desbravar caminhos na vala encantada;
brincarem de equilibristas em gradeamentos e árvores caídas;
lerem o jornal enquanto lancham;
fazerem contas com frutas apanhadas do chão;
fazerem as suas elaboradas construções de lego enquanto afastam insectos e formigas;
conviverem com amigos em eventos que inventamos;
meterem as mãos na massa e misturarem ingredientes improváveis;
andarem à bulha por causa da espada que fazem dos paus que encontram no quintal;
etç….
E sim…é claro que também veem televisão e gostariam muito de jogar mais online, mas ainda somos nós que mandamos…
E DAMOS O EXEMPLO!
criancassecXXi

CAPITÃO FANTÁSTICO

Este fim-de-semana alugámos no MEO (modernices…antigamente íamos ao videoclube e tínhamos um cartão de sócios, conhecíamos as prateleiras de cor….) “Capitão Fantástico” (2016).

Um filme baseado num tema que nos desperta muita curosidade –  pessoas que procuram viver de forma mais natural e próxima da natureza possível, abandonando as comodidades da vida moderna, educando e procurando viver simples, rente ao essencial, longe da sociedade de consumo.

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O filme conta a história de uma família “off the grid”* que por causa de uma tragédia é forçada a reconectar-se com a sociedade. Com assinatura do actor e realizador Matt Ross (“28 Hotel Rooms”), “Capitão Fantástico” foi apresentado no Festival de Cinema de Cannes onde, para além de receber uma ovação de pé, conquistou o prémio de realização na secção “Un Certain Regard”.

Foi um ótimo programa familiar no sofá da nossa casa.
A nós os dois deixou-nos a pensar no que é a educação certa e a educação errada e se estaremos a fazer o mais correto com os nossos filhos. Se é que existe isso do certo e errado?!…e foi um bom pretexto para falarmos da morte de forma menos pesada. E de treinarmos a compaixão.Esta cena é fantástica: Sweet Child O’ Mine Scene…

Ben Cash (Viggo Mortensen)  é um pai que, nas florestas selvagens do Pacífico Norte, dedica sua vida a educar e transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Mas, eles são forçados a deixar seu paraíso (onde vivem há 10 anos) e iniciar uma jornada pelo mundo exterior – um mundo que desafia a ideia do que realmente é ser pai e traz à tona tudo o que ele os ensinou.

Em “Capitão Fantástico”, Viggo Mortensen faz o pai de uma família pouco usual. Ele e os seis filhos vivem há mais de uma década em isolamento numa floresta, comendo o que caçam, plantando os próprios alimentos, lendo, fazendo exercícios físicos e celebrando o aniversário de Noam Chomsky. Ben, o personagem de Mortensen, rejeita o consumismo e quer proteger sua família da sociedade moderna.

OFF THE GRID – modo de vida de pessoas que decidiram largar “o que a maioria considera como normal para viver uma vida isolada e desconetada do ideal cultural dos grandes centros urbanos.

ÀS VEZES, ANDAR DE BICICLETA É COMO VOAR

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Nas memórias que tenho da minha infância, com os meus avós, há sempre bicicletas (além de carroças e carretas). (dizem que) Evoluímos e deixámos as bicicletas, a sorte é que voltámos (finalmente) a evoluir para regressar às bicicletas!

Na nossa rua (sim porque não desistimos de nos apropriar dela) as bicicletas continuam a circular, ora pedaladas com esforço por quem apenas a tem como único meio de transporte local, ora ganhando asas com os meninos em aventuras radicais ora ou como escolha premeditada de quem numa ida ao pão quer saborear cada frescura desse ar matinal e inaugural.
ÀS VEZES ANDAR DE BICICLETA É COMO VOAR…baixinho.
É na minha relíquia ferrugenta que adoro, comprada na feira da ladra há cerca de 14 anos, que eu faço grandes voos ao lado dos radicais…manosbicicleta2017