80# CHEIRA BEM, CHEIRA A LISBOA

Do sul os guias, do norte os sabonetes.
Portugal no seu melhor.


Lisboa convida com cada vez mais bom gosto e da saboaria confiança continuam a sair clássicos que combinam sabonetes com arte  há gerações.
Sabonetes e guias, uma reunião perfeita de inspiração e bom gosto numa sala perto de mim que não resisti a registar.
E por falar em Lisboa, S. Pedro poderia arrumar os ampara chuvas e abrir um lago de sol no céu da capital este fim de semana. Queríamos tanto inspirar Lisboa em Abril!

SETEMBRO.


Já funciona a velha máquina de escrever que soava horas a fio no sotão. Nela ensaiei os primeiros jornais caseiros da idade adulta. Ontem renasceu, no mesmo sotão, para as experiências do Salvador.

Paisagem de Setembro reúne milho e uvas na mesma frase e em terras vizinhas. Cachos penduram-se nas videiras, espreitando sem pressa a hora da vindima, enquanto o milho que não secou humedece triste.

Sal-va-dor. 1,2,3,4,5. E como se apaga mãe? tic-tac-tic-tac…e a magia de ir vendo surgirem letras de uma fita sem cor.

Lá fora, a sobrevoar o sotão e o final de tarde, uma visão magnifica do Verão chateado na sua luta com o Outono apressado.

E em Setembro dos regressos, folheio a memória que guardo, religiosamente, entre o pó e o carinho, os DNA’s que me alimentaram anos a fio o gosto pela leitura, pela crónica e pela fotografia. Começou ali a perseguição que se transformou em admiração aos 2: Pedro Rolo Duarte e Sónia Morais Santos (Cocó na Fralda).

1ª etapa DONE…

O prometido é, praticamente, devido, agora temos de manter a pedalada. O Pedro convenceu-nos que ía arranjar bicicletas para a família quando regressasse de Itália. Ainda que a ideia já cá tivesse rondado, as férias convenceram-nos! Queremos mesmo deixar de usar o carro nas nossas deslocações na vila. Pelo ambiente, pela saúde, pela poupança e pelo prazer. Optámos pela recuperação do que há nas garagens dos pais e avós. Entre a recolha, trouxemos a minha primeira bicicleta, prenda do 5º aniversário, em Aljezur. Tem 26 anos.  Vai ficar para último, está muito danificada!

Este fim-de-semana as 2 que precisamos, para já, ficaram operacionais. Hoje, sem pressas, já fomos os quatro à missa e regressámos de almoço de bicicleta. Viagem gratuita apreciando as bandeiras do milho cada vez mais erguidas e dizendo olá aos trausentes sem abrir vidros e desacelerar. Como soube tão bem ouvir os pedais e os pássaros, num dia em que nem um som do motor se ouviu por estas bandas…
A próxima etapa é a pintura vintage (em discussão ainda entre o laranja e o preto) e o cesto de verga para carregar o jornal, o pão quente e as compras para o almoço, por entre as flores.

 

A bicicleta da foto é da Rosa Maria, mãe do Pedro, que esteve de volta dela toda a manhã de sábado. Tem uma matrícula como já nem me lembro de ver 3 OBR.