OUTRORA FÁBRICA, AGORA CREATIVE FACTORY

Olivabazar.jpgAproveitando as instalações da antiga metalúrgica, o município de São João da Madeira está a dar vida a um projecto de incentivo às indústrias culturais e aos negócios criativos. Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, dos quais são bastante conhecidas as máquinas de costura e as banheiras, entre muitos outros que ali se produziam. A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.
O Município olhou para as antigas instalações da histórica metalúrgica Oliva como um desafio. E identificou uma enorme oportunidade de desenvolvimento nesse espaço em ruína que, então, constituía um problema por resolver no centro da cidade. Assim nasceu a ideia de reabilitar estas antigas instalações, valorizando toda a área em termos urbanísticos e ambientais. Deste modo ficou preparada para acolher a Oliva Creative Factory, um projeto inovador e de qualidade internacional, vocacionado para maximizar o potencial individual, social e empresarial dos empreendedores e das suas empresas (a partir do site). Foi para os lados desta fábrica criativa que andámos este fim de semana, aproveitando uma festinha de meninos e as portas abertas pelo Bazar de Natal.
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No espaço da Oliva Creative Factory, onde este fim de semana houve Bazar de Natal, ficámos a conhecer mais alguns projetos de grande qualidade do design português! Foi também por lá que nos cruzámos com velhos amigos de sempre. São bons estes encontros (in)esperados que o tempo livre nos permite e o Natal promove. E como foi curioso reparar que entre nós, que outrora nos encontrávamos sobretudo em duplas de casais novos, sempre com tanto tempo para conversar sobre os projetos profissionais e os desafios que todos abraçávamos com enorme disponibilidade, passámos a ser duplas rodeadas de outras duplas (e triplas) e a ter como desafios permanentes e mega absorventes a prole que passou a concorrer com as concorrer com as boas conversas, quando as conseguimos manter por mais de 5m sem sermos interrompidos com uma vontade de fazer xixi ou a fome de lanche!
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Do design e da animação do bazar seguimos para o núcleo expositivo da Oliva, na zona 2, outrora espaço emblemático da indústria de S. João da Madeira onde agora nos podemos perder voluntariamente na fruição e contemplação das variadíssimas obras da Coleção Norlinda e José Lima [O Núcleo de Arte abriu com a exposição COLECÇÃO NORLINDA E JOSÉ LIMA – UMA SELECÇÃO, comissariada por Miguel Amado], composta por artistas e projetos interdisciplinares onde se cruzam o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia e o vídeo.  José Lima, reconhecido empresário de S. João da Madeira, começou este espólio em inícios da década de 1980 fruto do seu interesse e entusiasmo pela cultura. O acervo exemplifica as tendências da arte internacional e nacional criada entre o pós-II Guerra Mundial e o presente.
Nesta tarde, sem combinarmos e sem contarmos, tínhamos a preceder a nossa visita livre pelo espaço (com as contingências de termos 3 crianças curiosas com olhos nas mãos…cuidado, MUITO CUIDADO porque até Julião Sarmento correu sérios perigos), o próprio José Lima.
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“A Colecção Norlinda e José Lima compreende, actualmente, cerca de 1000 obras. Integram-na mais de 100 artistas estrangeiros e portugueses, dos quais se destacam Andy Warhol, Joseph Beuys, Antoni Tàpies, Malangatana, Cindy Sherman, Kcho e Damien Hirst, bem como Paula Rego, Julião Sarmento e Miguel Palma. Compõem-na disciplinas tão diversas quanto pintura, desenho, escultura, fotografia e vídeo.
A exposição traça uma panorâmica da Colecção Norlinda e José Lima. Como é típico do coleccionismo privado, tanto a nível nacional como internacional, este acervo define-se pelo seu ecletismo, cruzando gerações e estéticas. A exposição reflecte esta característica. Assim, reúne numerosos artistas estrangeiros e uma selecção de artistas portugueses filiados em tradições distintas e protagonistas de práticas plurais. A exposição enuncia as singularidades da Colecção Norlinda e José Lima. Ao contrário da generalidade dos acervos privados existentes em Portugal, este tem obras de múltiplos artistas estrangeiros. Simultaneamente, alguns destes artistas estrangeiros provêm de geografias “emergentes”, complementando artistas radicados no Ocidente que constituem o corpo central da maioria dos acervos privados e mesmo públicos.”
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O Sebastião perante Júlio Pomar.
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Benidorm 2007, uma obra de Chus García Fraile

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O Salvador com cara de “nhaccc” com a surpresa do “anão que estava a tomar conta da exposição”? Afinal era apenas o tio Balta de Enrique Marty.
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Os desportistas, Pedro e Sebastião, diante do jogador multimarcas de hóquei de Andy Warhol.

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A culminar a visita duas obras com as cores familiares de Malangatana, artista plástico e poeta moçambicano, conhecido internacionalmente.

É O FUNGAGÁ…

FUNGAGÁ DA BICHARADA. Cantiga infantil de José Barata Moura, interpretada AQUI pelos Deolinda.
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A visita ao Zoo de Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, foi uma das aventuras dos últimos dias de férias a 5. Já tínhamos ouvido falar muito do espaço e até já conhecemos o vizinho Parque Biológico, mas esta quinta, ali na encosta traseira da cidade, repleta de história & espécies animais, foi uma boa surpresa que resultou numa divertida manhã de verão. Houve até quem fizesse amigos* entre os animais, como se cantava no genérico da Arca de Noé!
*
makingfriends.jpgComeçámos com as aves de rapina, passeámo-nos ao sabor da curiosidade dos mais novos, avistando linces e outras feras (algumas ali mesmo ao nosso lado, ou será entre nós?), e terminámos a visita no reptilário pregando alguns sustos aos espertinhos dos meninos que temos [reportagem fotográfica do Salvador nas Suas Nuvens Amarelas]!passarolindo.jpg

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Dos espaços do género que já tivemos oportunidade de conhecer com filhos – Zoo de Lisboa, o Europaradise de Montemor-o-Velho, o Zoo da Maia e o Parque Biológico de Gaia – o Zoo de Santo Inácio ficou entre os dois que mais gostamos, ao lado do parque de Montemor. Pelas áreas verdejantes, espaçosas e cuidadas de ambos, mas também pela diversidade de espécies que podemos apreciar em cada um. Na impossibilidade de os levarmos numa volta ao mundo para conhecerem a imensa diversidade de vida animal que reina sobre a terra, este locais são alternativas para lhes tornarmos mais concretas as histórias que vão aprendendo nos LIVROS e/ou com os desenhos animados.
Dado que na sua grande maioria estes parques/empresas/instituições são acima de tudo espaços de preservação das espécies animais e vegetais, especialmente as que se encontram em risco de extinção, com a nossa visita estaremos a contribuir para a continuidade destes trabalhos. Por agora, a nós fica-nos a faltar um Safari alentejano até ao Badoca ParK.
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