SORRIR

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Ele sorriu e eu acho que fiquei como estas rosas:
eleitas para serem olhadas, lindas, pequeninas num ramalhete de aroma intenso.
Ele, hoje, sorriu muito.
De vontade.
Dele.
E eu estava dentro do seu olhar, nos olhos deste menino. Vi-me tão bem.
Eu, de cabelo mal apanhado e despenteado,  a sorrir feita palerma para ele.
Quase me (e)levou às nuvens de tanto sorriso este meu terceiro filho.
Hoje conjugamos boa disposição com o verbo SORRIR.
Vou ter de lhe pedir que não gaste tudo comigo,
esta tarde,
3 pares de olhos vão querer vê-lo SÓ RRIR…
mais tarde.

já conjugámos: contemplar | soprar | apreciar | partilhar 

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SA LIBERTÉ | Georges Moustaki

O  cantor e compositor francês, de origem grega, Georges Moustaki, morreu ONTEM, em Nice, França, aos 79 anos, completados a 3 de Maio. Nascido no Egipto, em Alexandria, de pais judeus gregos, ficou conhecido por canções como Le métèque, uma balada romântica sobre um estrangeiro sonhador com ecos autobiográficos, que haveria de se transformar num dos símbolos da revolução do Maio de 68. Era um dos vultos maiores da canção popular francesa.

Milord ou Le Métèque, símbolo do Maio de 68, tinham a sua assinatura. Edith Piaf, Serge Reggiani ou Juliette Gréco devem-lhe alguns dos seus maiores êxitos.

NOTÍCIA PUBLICO

 

 

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22 MAIO # Feliz esta manhã

que me fala de poesia e de admiração, que me chegou cedo com um choro de fome num abrir de olhos com sombras de árvores projetadas no quarto. Em poucos minutos se fizeram três em meu redor. Bom dia, bom dia. Sol radiante lá fora e uma semana a meio. Boa quarta-feira!

Esta manhã faço a minha oração a partir da janela virtual. Enternecida com as palavras de Valter Hugo Mãe sobre  José Luís Teixeira junto-lhe algumas imagens que me saltam à vista destas palavras. Todas as manhãs o SNPC me deixa um É NOVO na conta de email e essa boa nova, a que me dedico alguns minutos matinais,  defini-me tantas vezes o dia, como o ânimo. Desta vez, anoto o nome do livro e pesquiso mais sobre o autor – José Rui Teixeira (Porto, 1974) – e farei por chegar mais perto desta obra. Gostei muito dos poemas que encontrei e fui lendo.

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“Cobiço muito que Deus exista para o José Rui Teixeira. Fico como que à espreita, a ver nos seus poemas se entendo o caminho, porque me impressiona a firmeza da sua convicção, isso faz com que os versos sejam como preces solenes, entregas sérias a uma existência maior.
Começo por cobiçar essa convicção, porque acreditar na transcendência tem de ser a maior fortuna que a vida pode alcançar, e entendo este como o ponto fundamental da poesia do José Rui Teixeira, a vida como uma fortuna consciente de que não se esgotará.
As pessoas que acreditam assim em Deus, as que acreditam de verdade, deviam andar com um cofre em redor do coração, porque parece coisa tão preciosa que dá medo que possa ser roubada. Ainda bem que o amor por algo não é exatamente ouro, para escapar à avidez dos homens. Ainda bem que acreditar e amar não se pesa na balança e não nos pode ser levado a meio da noite por alguém que parta o vidro da porta da cozinha.
Por outro lado, quem roubaria Deus do coração de alguém, pergunto. O que diria Deus depois de roubado. Para que servi­ria, se fosse roubado, continuaria a ser Deus para o ladrão, pergunto. Um Deus roubado do coração de alguém tem de perder o sentido, a identidade, deixar de o ser. Estragar-se de alguma forma, talvez para sempre.
(…)” DO livro ” Diáspora”, José Luis Teixeira | transcrevo aqui parte da introdução, assinada por Valter Hugo Mãe, VALE A PENA LER

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iiiiiiiiii, um fest i val a pensar na infância

Festival_agueda_IIIIIII.jpgNo domingo, a família foi até à vizinha cidade de Águeda aproveitar algumas das propostas da 5ª edição do Festival i, uma organização da d’Orfeu, Associação Cultural.
Pulseiras no pulso e na cadeirinha e à hora marcada estávamos no auditório do CEFAS, para começar com a peça “Há dias assim”.  Sala lotada de miúdos e graúdos para ver o Teatro das Beiras.
Como somos cinco, e temos um minor de um, significa conciliar gostos e irmo-nos distribuindo, amigavelmente, entre sermos espetadores e acompanhantes. Eu fiquei com o meu amiguinho do peito numa retaguarda mais observadora a desfrutar da alegria da criançada e das respostas prontas dos mesmos às soliçitações do que ía sucedendo.
O festival I é um fim de semana non-stop dedicado ao público infantil e familiar, com uma programação multidisciplinar que congrega teatro, música, dança, multimédia e animação, estimulando uma aproximação crítica e criativa dos públicos mais novos às artes e à cultura.
Gostámos do espaço, de caminhar numa cidade ao domingo em procissão de cultura e de nos cruzarmos com muitas famílias e suas crianças. Onde até encontrámos gente bem conhecida, nos 2 sentidos. Foi uma boa tarde em família neste “i”ngraçado festival, aqui tão nas proximIDADES.

Segue-se, no próximo mês de junho e julho o Festim, um festival intermunicipal de músicas do mundo, que acontece pela mão desta associação, mas que percorre vários concelhos vizinhos…vamos anotar na agenda. O programa promete levar-nos a conhecer algumas salas onde ainda não nos sentámos.

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30 DIAS DE TI Lucky Boy

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Chegou há 30 dias ao século XXI.
É natural e nacional,
há-de crescer europeu,
querer-se cidadão do mundo,
ou talvez euroglobal,
como os outros,
com quem conVIVE,
Nós, atámos e desatámos entre caminhos e pessoas,
partidas e chegadas,
somos dele
o seu primeiro território.
Familiar, por certo,
mas de total descoberta mútua,
dia a dia, há 30 dias.

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salomao_ummes_19maio_3.pngTambém fomos assim
um dia no presente – eu sou
30 dias de pessoa,

com futuro pela frente,
um nome, uma cédula, um registo e um país.
Bebés, gente pequenina e delicada,
criada no peito e ao mimo de colo,
entre biberãos e fraldas,
 interompíamos sonos
fulminando de ternura tenrinha.
Seremos sempre filhos,
mas a verdade é que (por enquanto) TEMOS SIDO somos muito mais PAIS.
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Who’s Gonna Ride Your Wild Horses

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Sábado de maio e a primavera de férias. Três rapazolas em modo all together day. Frio lá fora. Soluços de chuva e sol e a lembrança do cavalo da feira de artesanato que um caracoletas não se cansa de pedir.
- E se fizessemos um cavalinho? Ao menos um.
Pelo menos um cavalinho sempre nos poderia  levar até ao sol quentinho, se em vez de marinho fosse voador. Assim foi, entre concentrados e dispersos, entretantos e intervalos, fizemos a nossa primeira amostra de um Cavalinho Voador. Não está de se vender, como é óbvio. A verdade é que somos uns trapalhões, gostamos de fazer aqui e agora, porque com mais materiais, um combinado mais empenhado de imaginação e dedicação e um certo jeitinho com as mãos e isto dava capa de revista (ora se dava…tenho visto cada coisa!!!), mas está apresentável, dá para bastantes voos cá em casa e à volta dele se fizeram algumas conversas selvagens de puro entretenimento!
Urra…segue a música, VOEMOS filhos, já que voar nos é permitido…Who’s Gonna Ride Your Wild Horses
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continua a ser “NOSSO AMIGUINHO” – LEMBRAM-SE?

No final da semana passada, a nossa caixa do correio foi, mais uma vez, uma caixinha de SURPRESAS. Desde que estamos no n.º 17 do Benavente que os CTT começaram a ser portadores frequentes de tesouros para esta rua. Envelopes de vários tamanhos e feitios que nos chegam de distâncias distintas e de variadíssimas cali-geo-grafias. Isto para contrariar aquilo que se diz que “ah e tal, com as redes e as internetes as pessoas deixaram de escrever e usar o correio e que nas cartas só chegam contas, infrações, multas e propaganda”. Além destas últimas, que também vamos recebendo em quantidades suficientes, temos tido sorte. A verdade é que também gostamos de dar trabalho aos distribuidores de correio, que é como quem diz: enviar cartas e postais, embrulhando tesouros de quando em vez…

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Desta vez não foi apenas uma, mas duas surpresas BEM BOAS, daquelas que nos inflamam o coração de ternura, nos aconchegam a alma de boas memórias e trazem o melhor do mundo até nós. Refiro-me aos dois números da revista Nosso Amiguinho, que eu e o Salvador esperávamos ansiosamente desde Março, e a uma encomenda que veio direitinha de Leiria com um 3 em 1 repleto de detalhes que passámos de mão em mão com carinho. [Adorámos A. e nunca será de mais agradecer todo e tanto carinho teu/vosso. Foi mesmo um raio de sol num dia cinzentão a mensagem e o relato do postal, já para não falar das prendas para o Salomão e das fotografias. Mil beijossss e um XI para a vossa Serena, a primeira e, certamente, eterna amiga do Salomão... NOSSA AMIGUINHA também, claro...].

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Com o Amiguinho foi um flashback até aos meus 6,7 e 8 anos, reviver a alegria da chegada mensal de cada número, rasgar o envelope, folhear de fio a pavio a revista, na altura em papel mais grosso, e creio que com bastantes menos páginas. Enfiar logo na mochila para partilharmos no intervalo do lanche. Lembro-me que éramos vários os assinantes na sala da Prof. ª Ana, mas recordo-me que no nosso grupo de oito meninas devíamos receber quase todas (corrijam-me se estou errada) e não deixávamos uma página por folhear e saber tudo com o Sabidinho. Recordo-me que o que mais me fascinava na altura já eram as pequenas curiosidades e os textos tipo notícias breves, que a revista incluía sobre acontecimentos ou efeméride. Ainda o correio da amizade para onde acho que um dia cheguei a escrever. Vou confirmar esta informação com os meus pais, agora avós do novo leitor do NOSSO AMIGUINHO. O curioso é que com o Salvador além de ter companhia para a leitura da revista de outrora, tenho quem ma leia e me passe a pente fino as adivinhas da edição de maio.
É fantástico e muito reconfortante perceber que há coisas que apesar de se modernizarem, adaptarem e inovarem, ou mesmo de não sabermos delas durante um tempo, não desapareceram e PERMANECEM na sua matriz. E um dia, como aconteceu com a revista, nos calham de novo no caminho da vida pelos melhores motivos. Neste caso de fazer NOVOS leitores, estimular a curiosidade, promover o conhecimento e a leitura. Isto para já não referir que vou mesmo gostar de ver entre as nossas revistas e jornais diários à mesa do pequeno-almoço de fim de semana a sua revista mensal. Mesmo que goste que ele pegue nos nossos jornais e vá dar com ele a ler títulos e legendas.

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