CONVITE IRRECUSÁVEL…

Porque esta é uma data que faz parte da nossa história pessoal e familiar. Desde 2004, e durante cerca de 7 anos de forma muito intensa e empenhada, o SDPJV Aveiro foi parte relevante da nossa vida. A esta organização juvenil devo muito do que fui crescendo ao longo destes anos como pessoa.
É uma história da qual nos sentimos parte.
CONVITE IRRECUSÁVEL caríssima amiga (de coração) Ondina Matos (grande admiração por ti e pelo trabalho  – que sei o que exige – que desenvolvem na pastoral de jovens da nossa dioocese)!
E tu do que estás à espera?
Informa-te, acompanha, participa & JUNTA-TE A NÓS em Albergaria.
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Estamos a menos de uma semana do XXX DMJ. Esta ano celebramos os 30 anos  do DIA MUNDIAL da JUVENTUDE que o Papa São João Paulo II nos desafiou a viver em cada ano como força dos jovens para a Igreja. Este ano vamos viver este DMJ 2015 no Arciprestado de Albergaria, que está a trabalhar, desde Novembro, para nos acolher da melhor maneira.
Escrevo-vos como responsável do SDPJV, mas sobretudo como quem já se sentou à mesma mesa da coordenação do SDPJV da Diocese de Aveiro, em momentos diferentes, com durações diferentes, mas todos vocês já fizeram parte deste SDPJV Aveiro, algures nos últimos 10 anos…
Estes 30 anos são uma data especial e por isso merece um convite especial… Gostava muito de vos ter connosco durante o dia 28 de Março, em especial no final da manhã a partir das 11h, ou quando vos for mais oportuno, no Parque da Mobilidade (junto às piscinas Municipais), em Albergaria.
Alguns estarão lá de certeza, porque vão com grupos, ou vão animar algum dos workshops, outros estão a alguns kilómetros de distância, mas o convite segue na mesma, porque nos 30 anos DMJ vamos lembrarmo-nos de vocês.
A celebração diocesana do DMJ 2015 vai decorrer entre as 9h30 e as 17h00, do dia 28 de Março (sábado), conforme programa anexo.
Temos a ALEGRIA de contar nesta altura com 900 inscritos de 50 Paróquias da Diocese, com a presença de TODOS os arciprestados e a expressão de alguns movimentos juvenis.
O tema do Papa Francisco para este dia é uma das Bem-Aventuranças: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8). Como lema diocesano, na sequência deste tema escolhemos “NO SORRISO DE DEUS, ENCONTRA-TE!”

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PURA VIDA*

Manostodos_9anosSalvador.jpg*Pura Vida é uma expressão muito usada pelos costarriquenhos, parecida com o nosso “Beleza” ou “Maravilha”. A expressão carrega um pouco do sentimento dos Ticos pelo seu país que tem uma das maiores áreas preservadas em percentagem em relação ao seu território e que também preferiu extinguir o seu exercito para investir o dinheiro em educação. Então é “Pura Vida”. Eles misturam a palavra “Puro” ou “Pura” em tudo. 

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Recordava-me ontem, o meu filho mais velho – agora com 9 anos (uffa que ainda me custa a escrever) –   que essas foram as primeiras palavras que ele aprendeu a ler: PURA VIDA, ainda antes de ir para a escola (deveria ter 5 anos). Tudo porque havia um porta-chaves que nos chegou com o Alberto, esse meio irmão Tico que entrou na nossa vida em 2010, através do programa da AFS. Eu teimava com ele que tinha sido a palavra “Ferro”, porque me lembro perfeitamente de numa das viagens de regresso da Música, em que fazemos Aveiro – Palhaça (via 235), ele olhar para uma empresa que ali tem um enorme néon com essa palavra e ele dizer: FERRO… foi uma revelação marcante para mim. Mas de facto ele bem me recordou que antes do ferro houve uma “Pura Vida” (e ontem essa recordação, a meio do seu dia de aniversário, calhou que nem gingas…) para resumir aquilo que tem sido estes 9 anos do Salvador: PURA VIDA.

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Vida de criança, repleta de vivências e experiências diferentes, rodeado de amigos, pequenos e grandes, e de uma curiosidade enorme por aprender, mas também de um feitio difícil de quem gosta de competir e de se afirmar. Um miúdo com sentido de humor (muitas vezes incompreendido pelos da sua idade) que seguiu a série Sal com um entusiasmo que nunca antes lhe tinha visto (sabe cenas e falas de cor…) e que gosta do Bruno Nogueira e de outros parecidos; um miúdo vulgar que também teve a febre da Violeta e decorou várias músicas, mas que jamais queria ir a um concerto dela; um rapaz que adora futebol e que onde quer que seja está a dar toques na bola, mas que também se senta ao balcão do café a ler um jornal desportivo ou outro; é um Benfiquista que admira jogadores de outros clubes); anda a aprender guitarra mas ainda não pega no instrumento para animar os serões da família (só com muitos pedidos e por isso lá temos de o ir ver sempre ás audições da Musa); um miúdo que gosta de livros e livrinhos para anotações (tem vários…porque será?); um miúdo que gosta de música e facilmente se põe a cantarolar em inglês as músicas da moda da rádio, mesmo quando não percebe o que está a dizer, e que já sabe de cor mais canções do Resistência do que eu; um miúdo que tem a sorte de ter mais dois irmãos e que aos poucos vai percebendo isso mesmo, a riqueza que é TER IRMÃOS; um miúdo que arrancou recentemente com a leitura de livros  e começou com “Uma aventura…”…e por isso uma das prendas que recebeu ontem foi Uma Aventura em Lisboa…sim, porque será isso que vai viver na próxima semana (e mais não digo).
Teria tanto, mas tanto para dizer sobre este Salvador…de Special (first) one.

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9 anos. Desde Coimbra (2006) o seu conta quilómetros vai somando experiências. Talvez a maior de todas até hoje tenha sido a sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Madrid. Tinha 5 anos e andou 11 dias em peregrinação (de Portugal a Córdoba e depois para Madrid), num programa que teve tanto de cansativo como de empolgante. Um miúdo que me emocionou como nunca, quando dei por mim a olhá-lo às cavalitas de um seminarista a cantar contente ao ponto de ficar sem voz numa procissão de quilómetros!

24 de Março de 2015. Um dia que por outros motivos – trágicos – também nos ficará marcado, porque nós somos apenas uma família no meio de outras famílias. Ontem, num serão de mãe a sós com os seus rapazes, também se conversou sobre o que aconteceu nos Alpes…e por detrás dos números há pessoas e famílias, filhos, pais…nunca sabemos quando seremos nós.
Pura vida é UM DIA DE CADA VEZ, sem nunca, mas mesmo nunca esquecer a gratidão pelo dia de hoje. “Nada te perturbe, Nada te espante, Tudo passa, Deus não muda, A paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, Nada lhe falta: Só Deus basta”, Santa Teresa D’Ávila.

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O PAI DELES

O que eu voltaria a escolher para ser pai dos nossos filhos…

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ADEUS CARACÓIS, ATÉ UM DIA DESTES

Perguntas do Sebastião à saída do seu recente corte de cabelo, que pela primeira vez aconteceu num cabeleireiro masculino (e tudo o que isso significou de emancipação…):
- E os caracóis vão crescer outra vez mãe? E vão demorar quanto tempo a chegar?
- Claro que vão crescer e chegam lá para setembro…depois dos mergulhos de Verão!

E vais ter tempo de os voltar a moldar com os teus dedos de menino, de te chatear com eles porque fazem muita espuma na hora do banho e muito calor quando corres ou quando te exigem mais alguma paciência na hora de enfiar a touca da piscina…
Posso não ter meninas para fazer penteados e colocar travessões, mas tenho tido os caracóis mais giros a moldar o rosto dos meus rapazes.
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MAIS IDEAL: DO MESMO MODO E DA MESMA MANEIRA

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“AH! QUEREM uma luz melhor que
a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas
que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol
que o Sol,
O que quero é prados mais prados
que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores
que estas flores –
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!”

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos” , Heterónimo de Fernando Pessoa

Ojogadorforadecampo.jpgO sol maravilhoso do primeiro fim-de-semana de março trouxe a promessa da Primavera que se aproxima. As praias, os parques e as ruas encheram-se de pessoas que, tal como nós, estavam sedentas desta luz luminosa que nos entra olhar adentro e ilumina tudo de forma especial. Estávamos ansiosos por tempo livre. Voltámos à manga curta, aos gelados, a andar descalços na caixa de areia do jardim dos avós e a ouvir a cantoria alegre dos pássaros do Benavente. Houve jogo, mas o 21 não jogou; houve despedida de caracóis e houve até saudades do irmão mais novo que passou metade do fim-de-semana com os avós. Estivemos com os amigos, sem pressas, e com tempo para aprenderem que também se brinca com meninas, e ainda fomos com os mais velhos ver o musical: “Um tesouro do tamanho do mundo”. Regressámos a cantarolar a vontade de prolongar estes fins-de-semana, de viajar e conhecer o mundo que desconhecemos e tantas pessoas com quem seguramente ainda temos tanto para aprender…
Enquanto esse tempo não chega, vamos vivendo um dia de cada vez, gratos por tudo e aprofundando o conhecimento do que nos rodeia e está ao nosso alcance.
Boa semana!
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Senhoras das coisas pequenas

«Porque os leigos, supostamente, transfiguram o mundano. A fé torna-se a chave hermenêutica do profano, da bagatela… para aí mesmo ver insinuada a presença de Deus e o convite ao Bom e ao Belo.»*

Soubesse eu escrever, refletir e reconstruir o meu quotidiano assim, de forma tão profundamente bonita e tocante [leiam o artigo completo], e poderia quem sabe um dia sentir-me também “senhora das coisas pequenas”, intuindo e partilhando a presença de Deus na “bagatela”, no ”rasteiro”, naquilo que parecerá de somenos importância.

” (…)
28 de janeiro de 2014, 3.ª feira

Faço 65 anos e estou no Fratel, às portas do Ródão na casa da minha amiga MJ. Três dias na natureza, que bom! Balbucio: «Gratias a la vida que me ha dado tanto, me ha dado la risa me ha dado el llanto», imaginando a voz inesquecível de Violeta Parra. Graças a Deus que me chamou pelo nome. No Fratel de que gosto tanto, à lareira em boas conversas pela noite fora, respirando o campo, a manhã em que todos os outros dormem, as plantas e o cheiro das rosas, as três oliveiras velhinhas e os dois pujantes jacarandás e o limoeiro carregado de limões… o canteiro em que ontem, até me doerem os rins, retirei as ervas más para deixar crescer a hortelã no seu cheiro acre-preguiçoso. Perceber quais as raízes a tirar, mantendo a hortelã. Um verdadeiro “ofício de paciência”, nas palavras de Eugénio de Andrade. Fazer tudo isto concentrada, como se fosse a coisa mais importante deste mundo. Vida, no seu estado mais puro. Estar no presente. À noite comemos fatias de pão barrado com azeite e hortelã: capricho dos deuses! Enternece-me o número de telefonemas e “sms”: saboreio cada mensagem como uma festa, pensando na pessoa que ma envia e como quero bem a tanta gente. «Gratias a la vida.» Sinto-me abençoada. Faço “des provisions de douceur” para os dias mais cinzentos que vierem. Releio a antífona de hoje: «Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido». A promessa de Deus no centro da minha vida. (…)

22 de setembro, 2.ª feira

Dou por mim a passajar roupa, nestes tempos de contenção de despesas: maravilhosa oportunidade de me debruçar sobre o nada e de deixar que a alma saboreie o gesto mecânico da agulha e linha. “Amo ‘deste’ trabalho”, diria o poeta Manoel de Barros. Regressei num “bajón” do Porto (como dizem “nuestros hermanos”) – e a escuridão, quando me vem, é escura, bem escura… -: apesar da alegria esfuziante dos 10 sobrinhos-netos, a preocupação imensa com a situação de desemprego recorrente da M… [minha irmã mais nova, e minha afilhada]. Já não se oferece emprego a uma experimentada mulher de 50 e alguns anos, amplamente reconhecida no seu setor de atividade profissional: anátema, isolamento, depressão… injustiça nua e crua. Duas noites a dormir mal até conseguir colocar as coisas no “patamar de Deus” e, aí, parece que a mente se ilumina em saídas possíveis: “tudo bem, nada mal”, autoconvenço-me – à maneira da maioria dos moçambicanos, quando se referem à sua duríssima vida…

Somos uma família que “cerra fileiras” quando um/a de nós está aflito/a: abri um “gabinete de crise” nos “paços do Lumiar” (minha casa): fiz contas e mais contas à minha pensão de reforma sistematicamente diminuída, olhei para as parcas poupanças e tenho o suficiente para, durante alguns meses, poder ajudar a minha irmã. Corta-se noutras coisas, paciência. Mas sei, no mais íntimo de mim, que não posso viver o sofrimento por ela: no sofrimento da M, há uma enorme solidão.  Como Verónica, que enxugou o rosto de Cristo, só posso agarrar numa toalha e limpar-lhe as lágrimas com carinho para não a magoar ainda mais: e aceitar que essa solidão é parte da nossa condição humana. Acendo a vela da mesa em frente do meu sofá. Deixo que a vela se consuma enquanto rezo por ela e nela: “tudo bem, nada mal…”

Termino citando novamente Teresa de Ávila: «Poder falar a Deus a partir da vida é vida de oração», e relembro o meu amigo Frei Carlos Maria Antunes, monge cisterciense, numa homilia que fez no passado mês de julho quando visitou a sua antiga paróquia da Golegã: «No dia em que olharmos a nossa vida, tal como é e não como gostaríamos que fosse, com gratidão, com assombro, com alegria, então é porque Deus já tomou conta do nosso coração». Assim seja!”

Teresa Vasconcelos,  Movimento do Graal |  5.ª Jornada de Teologia Prática, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, 14.11.2015,  Publicado em 15.02.2015  em SNPC //
* citação do início do artigo

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ALFA PENDULAR ou A VIDA EM FEVEREIRO

Carnavalfev2015.jpgFevereiro segue a todo o vapor, em modo Alfa Pendular. A última estação em que parámos foi a do Carnaval. Longe dos corsos mais tradicionais e das brasileiradas à portuguesa, enquanto uns vestiram as roupas do costume os mais pequenos aproveitaram para vestir a pele dos seus heróis. A tripla esteve à altura das escolhas: um futebolista, algures entre o Ronaldo e o Messi; um pirata com pose de Johnny Depp e tamanho de Jake e um Super Mini Homem Aranha com vontade de subir paredes.
Ficámos em casa a desfilar o charme familiar ao som de António Zambujo enquanto aproveitámos para mudar a disposição da sala. De vez em quando dá-nos para isto e nem imaginam o bem que nos faz. Troca-se o sofá de sítio, pendura-se uns recortes aqui e ali, umas almofadas voam pelo meio, um jogo de futebol é interrompido e zás…novo canto para motivar a leitura e novos ângulos para apreciar a paisagem.Benaventefev2015.jpg
Fevereiro é também tempo de celebração familiar. Os pais do Pedro comemoraram 40 anos de matrimónio. Motivo para nos reunirmos todos à mesa, sem dar trabalho aos avós, e sentirmo-nos imensamente gratos pela vida deles e pelo sacramento que os une, que está obviamente inscrito na nossa história porque é a eles que devemos a  vida do nosso Pedro, amigo, marido, pai e companheiro.
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O comboio do mês segue viagem a todo o vapor. Mesmo quando no comboio dos dias velozes nos sentimos perdidos, sem energia e com tantas perguntas sem respostas, valem-nos os apeadeiros (sim, porque no nosso Alfa há apeadeiros…) quentinhos de lareira, as inundações dos banhos e o abraço de quem não desiste de nós e nos retribui com compreensão e abraços  os nervos e a irritação!
O comboio entrou em nova estação – Quaresma – oportunidade para MUDAR, reCENTRAR a vida.

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