5.723,13 km a separá-los

E felizes na mesma brincadeira de água e sol, debaixo do mesmo céu, no mesmo mês.
Até parecem primos…
manosaosolCaliciaEle tem cabelos (quase) louros que guardam alguns tesouros e ela tem um ar de francesa nouvelle vague. Em breve estarão juntos e vão (certamente) descobrir a maravilha que é existirem na vida uns dos outros.
Mesmo que temporariamente distantes, com um enorme atlântico pelo meio.
Mesmo que as saudades transbordem do coração das mulheres e irmãs que ainda não se puderam abraçar nesta nova realidade partilhada de serem mães.
Já falta muito pouco Sofia, pra “Correr pro Abraço” [https://www.youtube.com/watch?v=sRrwzodiewc].
Prometo que vamos poupar na água para depois podermos fazer a Malta  (brincadeira com marca Giragirassol que consiste em ligar a mangueira e por todos a correrem, jardim fora, a fugir do jato de água).

Salomao       Calicia2

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Carta a um filho que faz dois anos

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Salomão,
Fizeste 2 anos, ontem ,querido filho. Depois de ser acordada por ti e de nos enroscarmos de manhã na cama, só nos voltámos a abraçar passadas 12 horas deste teu domingo de aniversário.  E como foi bom regressar ao teu (vosso) abraço e partilhar das tuas gargalhadas. Estavas mesmo à minha espera, bem sei. Estive ausente no teu dia. Mas nem por um minuto deixei de me lembrar de ti filho. É também a pensar em ti e nos teus irmãos que gosto tanto do que faço. Regressei de alma cheia e coração a transbordar e isso faz-nos bem a todos. Somos uma família e estamos todos onde um estiver, como estamos sempre todos onde está aquilo que realiza cada um de nós como pessoa. Este fim de semana foi totalmente dedicado ao trabalho e por isso a roupa ficou por estender, não acompanhei os trabalhos de casa do teu irmão, a tua mochila ficou pronta para ires para casa dos avós, o Sebastião sentiu a minha falta nas brincadeiras e a cozinha estava um caos ontem à noite. Detalhes que rapidamente se resolvem quando vocês entram no mundo dos sonhos e a adrenalina que resta se distrai nestas rotinas de colocar tudo no sítio.

Sabes filho, aquilo que mais desejo é que vida fora, à medida que vão crescendo, tu e os teus irmãos possam entender quão importante é sermos curiosos, admirarmos os outros e reconhecermos que também nos é dada uma missão nesse todo. E sempre que isso nos é possível podermos contribuir para valorizar isso mesmo: as pessoas e o que cada uma tem naquilo que lhe é especial e único. Neste todo de que fazemos parte a cultura e os artistas sempre me mereceram um carinho especial. Fruto da educação dos meus pais e da vida de saltimbancos que sempre tive…
Estes dois dias estive de corpo e alma no MOB – Festa da Música e dos Músicos de Oliveira do Bairro 2015, que decorreu no Quartel das Artes Dr. Alípio Sol. A tal que vocês conhecem como a minha segunda casa de há um ano a esta parte. Foi um fim de semana extraordinário pelo que este evento mistura: tradição com modernidade, bandas filarmónicas com solistas, jovens com seniores, profissionais da música com autodidatas, artistas consagrados com jovens promessas…

Espero que um dia também tu meu filho te possas sentar, com os teus irmãos (que no domingo vieram com o teu pai ver a mais jovem orquestra do concelho, no concerto de encerramento desta festa) em muitas plateias como a do QA (e em tantas ruas ou outros locais onde a arte acontece) e te possas pasmar, emocionar e deliciar com tudo aquilo que a arte nos proporciona…não precisamos todos de ser pintores, escultores, atores ou peritos em artes, mas faz-nos tão bem ampliar o conhecimento e a sensibilidade tornando-nos cada vez mais criativos e dinâmicos inseridos no contexto da sociedade. Não tenho a menor dúvida que a arte é importante na vida de todos nós, mas em vocês, crianças, ela é ainda mais especial pois colabora para o vosso desenvolvimento expressivo e sem dúvida para vossa criatividade. Tornando-vos pessoas mais sensíveis facilita que olhem o mundo com outros olhos e faz de vocês cidadãos críticos, criativos, com capacidade para ver, ouvir e sentir com o coração, preparados para atuar na sociedade e contribuírem para a sua história. É isso que gostava de partilhar neste teu dia filho. Estive longe de ti, mas tenho a certeza que estive a dar o meu melhor contributo para que se continuem a multiplicar as oportunidades para os artistas (na Terra dos Que Vivem Aqui), para que eles e a cultura (nas suas mais diversas manifestações) sejam ainda mais presentes, influentes e transformadoras nas vossas vidas quando estiverem vocês a escrever a vossa própria história…

Da tua mãe,

Catarina Pereira
Madrugada de 20 de abril de 2015, depois de vos levar à cama aos três, enquanto o vosso pai estava KO a dormir no sofá.
Vidas.

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Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

quando ouço este tema que adoro e canto. E sorrio quando a canto porque esta história me encanta.
“PICA DO 7″ –  tema com letra e música de Miguel Araújo, cantada pelo António Zambujo  é para mim uma das melhores canções portuguesas dos últimos anos. Faz-me sonhar e emociona-me ao ponto de me sentir também eu apaixonada e de cada vez que a ouço passa um filme pela minha cabeça…
A música fica ainda mais bonita com a Banda da Carris nesta dupla  Zambujo – Araújo.

De manhã cedinho
Eu salto do ninho e vou p’rá paragem
De bandolete, à espera do sete
Mas não pela viagem

Eu bem que não queria
Mas um certo dia, vi-o passar
E o meu peito céptico
Por um pica de eléctrico voltou a sonhar

A cada repique
Que soa do clique da aquele alicate
De um modo frenético
O peito é céptico toca a rebate

Se o trem descarrila
O povo refila e eu fico no sino
Pois um mero trajecto
No meu caso concreto, é já o destino

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Que triste fadário
E que itinerário tão infeliz
Traçar meu horário
Com o de um funcionário de um trem da carris

Se eu lhe perguntasse
Se tem livre passe para o peito de alguém
Vá-se lá saber
Talvez eu lhe oblitere o peito também

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá
Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá…

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SUBSCREVO com humor!

SalomaoMenina
Acompanho os artigos da Inês Teotónio há vários anos. Admiro a sua esrita, sempre bem humorada e repleta de tantos aspetos com as quais nos identificamos, enquanto família. Sou in capaz de (d)escrever como ela as peripécias de pais e filhos. Este último artigo, publicado no I, lido numa tarde de folga dos dois mais velhos, e com direito a filho único durante uma tarde inteira, cai que nem gingas no nosso Salomão…o nosso último filho. Engraçadinho, mimalha e sempre com todos em redor…
“Não interessa se é o primeiro, o segundo ou o terceiro. Aquilo que o marca é ser o último. Depois dele não há mais nenhum e o espaço que ele ocupa é ilimitado. Na tabela dos nascimentos o lugar cimeiro é o último. O último podia não ter nascido visto que não há mais ninguém depois dele. E esse vazio é o que faz dele uma relíquia, a última obra de arte.
Por ser o mais novo ou o único nasce para receber. Apenas isso. Por isso o último é mimado. Tem de ser mimado. Ele só dá se quiser porque ninguém lhe pede nada. Chega ter nascido. Será sempre o mais novo, o mais frágil e aquele que tem de ser sempre protegido. Pode ser forte, esperto, desenrascado, independente, seguro, bonito, ser grande e barrigudo, que isso não interessa nada. Será sempre um bebé desprotegido. Até pode ter bigode que será sempre assim, feito de porcelana da China dos pés à cabeça.
Os últimos são mimados por muita gente, incluindo os irmãos, ou principalmente pelos irmãos. E é isso que os torna invencíveis. O mundo não lhes mete medo porque entram nele com um exército altamente preparado ao seu serviço. Exclusivamente ao seu serviço. Os últimos têm tudo: o que precisam e o que não precisam. Têm atenção, têm mimo, têm quereres e têm o mundo a seus pés. São príncipes de um metro com poderes de imperadores. Nunca são malcriados; em vez disso são reguilas ou atrevidos. Também não são caprichosos, têm é muita personalidade. Raramente lhes chamam egoístas ou embirrentos; diz-se carinhosamente que têm o “seu feitio”. Aos últimos não se culpa, desculpa-se.
O meu último filho não tem medo de nada e só chora para reclamar mais direitos, mais colo, mais comida ou menos regras. E o seu choro é uma ordem. Comanda os irmãos e os pais apenas com o som do choro. Ninguém aguenta ouvi-lo chorar, ninguém resiste ao seu beicinho e todos temos a missão de o deseducar. Todos o queremos deseducar pegando-lhe ao colo quando cai, abraçá-lo quando se entala numa porta ou mimá-lo quando se assusta porque partiu um prato. Também ninguém o condena quando ele despeja um balde de água suja no chão da cozinha ou quando entra sorrateiramente na casa de banho para lavar as mãos na retrete. Pelo contrário: tudo isto são gracinhas. A única coisa que se ambiciona é que ele encoste a cabecinha no nosso ombro. Nada mais.
O meu último filho tem como brincadeira favorita empoleirar-se em cima das mesas ou das escadas e ficar à espera que alguém o vá buscar. E ali fica, a rir e à espera do seu salvador no alto da sua segurança. Ele sabe que não cai porque haverá alguém para o segurar. E há. Há sempre alguém que lhe procura a chucha quando ele a perde, que o leva à rua a passear, que apanha as bolas que ele atira, que põe a tocar as suas músicas preferidas, que lhe ensina nova gracinhas ou que joga à apanhada com ele. Tem um ano e meio e com um ano meio já sabe mais das fragilidades da natureza humana e de chantagem emocional que muitos pais ou avós.
É por isso que o meu último filho é insuportável. Nenhum dos meus outros filhos foi tão insuportável como este. Mas ninguém se importa. Basta que ele sorria, faça mais uma gracinha ou dê um abraço para que tudo o resto deixe de ter importância. Ainda por cima faz uma covinha na bochecha esquerda e ri-se com os olhos. Sim, o meu último filho é insuportável, mas se eu soubesse o que sei hoje tinha educado todos os meus filhos como se fossem os últimos: sem stresse e sem a ânsia de os educar.”
Artigo de Por Inês Teotónio Pereira, publicado em 4 Abr 2015, retirado daqui.
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ABRIL E TANTAS POSSIBILIDADES

bolachasCINCOSe há alturas do ano que me trazem muito boas recordações, março e abril são certamente dos meses mais repletos. Quaresma, Primavera, aniversários, encontros, alguns dias de interrupção na azáfama do emprego, dias mais longos e luminosos e Páscoa.
Este ano não está a fugir à regra. Logo, antes que a memória me possa pregar alguma partida, regresso aos últimos dias e ao que de essencial fica de tanto que nos é dado a viver neste tempo e espaço que habitamos neste pedaço de paraíso. Nós que ainda hoje assistimos à Grande Reportagem da SIC – Sobreviventes – e que vamos assistindo, via notícias, a tantos dramas com  tantos irmãos, não podemos deixar de sentir que somos uns privilegiados e que devíamos fazer mais pelos outros.
Tão imperfeitos e tanto nos é dado: paz, saúde, comida, amor, família, Deus, segurança, amigos, fé, ar puro, emprego, esperança e sonhos…
IMG_0187A possibilidade de testemunhar a alegria de Deus e acompanhar os amigos no culminar de mais um Dia Mundial da Juventude, numa data particularmente especial.IMG_0193A possibilidade de nos  questionarmos e sentirmos desafiados diariamente, a partir de dentro.

bolachasCINCOA possibilidade de passarmos um serão a fazer bolachas para um filho levar para os amiguitos.  A possibilidade de sentirmos saudades do filho que não está connosco por uns dias e de o sabermos bem e feliz, numa experiência de férias diferente e desafiadora também para ele.
sebastiaocincoA possibilidade de colocarmos na ação mais simples o nosso carinho e investirmos nestes momentos juntos apesar de tanto cansaço diário das vidas tão exigentes que levamos.cincoA possibilidade de celebrarmos a dádiva de um filho saudável, divertido, meigo e teimoso que encheu a mão de anos e exige dose redobrada de paciência e compreensão.primavera
A possibilidade de olhar em redor, encher os pulmões de ar, e contemplar a paisagem que se vai exibindo de novos tons e aromas.
FestinhaManos2015_2A possibilidade de reiventar, reciclar, ensinar e brincar.
pascoaA possibilidade de estarmos totalmente no momento presente,somente.
viasacraA possibilidade de acreditarmos que depois da Morte Ele ressuscitou o que significa que “o amor de Deus é mais forte que o mal e que a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas regiões de deserto que estão no nosso coração.” Papa Francisco.
FestinhaManos2015A possibilidade de estarmos próximos da família e dos amigos e de sentirmos que é DAQUI que partimos diariamente para o mundo e para os outros que ainda não conhecemos, e que precisam de nós.
primavera2A possibilidade de pedirmos perdão sempre que nos desviamos da rota de  viver uma vida cada vez com menos coisas, mais pessoas e  verdadeiro sentido. 

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CONVITE IRRECUSÁVEL…

Porque esta é uma data que faz parte da nossa história pessoal e familiar. Desde 2004, e durante cerca de 7 anos de forma muito intensa e empenhada, o SDPJV Aveiro foi parte relevante da nossa vida. A esta organização juvenil devo muito do que fui crescendo ao longo destes anos como pessoa.
É uma história da qual nos sentimos parte.
CONVITE IRRECUSÁVEL caríssima amiga (de coração) Ondina Matos (grande admiração por ti e pelo trabalho  – que sei o que exige – que desenvolvem na pastoral de jovens da nossa dioocese)!
E tu do que estás à espera?
Informa-te, acompanha, participa & JUNTA-TE A NÓS em Albergaria.
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Estamos a menos de uma semana do XXX DMJ. Esta ano celebramos os 30 anos  do DIA MUNDIAL da JUVENTUDE que o Papa São João Paulo II nos desafiou a viver em cada ano como força dos jovens para a Igreja. Este ano vamos viver este DMJ 2015 no Arciprestado de Albergaria, que está a trabalhar, desde Novembro, para nos acolher da melhor maneira.
Escrevo-vos como responsável do SDPJV, mas sobretudo como quem já se sentou à mesma mesa da coordenação do SDPJV da Diocese de Aveiro, em momentos diferentes, com durações diferentes, mas todos vocês já fizeram parte deste SDPJV Aveiro, algures nos últimos 10 anos…
Estes 30 anos são uma data especial e por isso merece um convite especial… Gostava muito de vos ter connosco durante o dia 28 de Março, em especial no final da manhã a partir das 11h, ou quando vos for mais oportuno, no Parque da Mobilidade (junto às piscinas Municipais), em Albergaria.
Alguns estarão lá de certeza, porque vão com grupos, ou vão animar algum dos workshops, outros estão a alguns kilómetros de distância, mas o convite segue na mesma, porque nos 30 anos DMJ vamos lembrarmo-nos de vocês.
A celebração diocesana do DMJ 2015 vai decorrer entre as 9h30 e as 17h00, do dia 28 de Março (sábado), conforme programa anexo.
Temos a ALEGRIA de contar nesta altura com 900 inscritos de 50 Paróquias da Diocese, com a presença de TODOS os arciprestados e a expressão de alguns movimentos juvenis.
O tema do Papa Francisco para este dia é uma das Bem-Aventuranças: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8). Como lema diocesano, na sequência deste tema escolhemos “NO SORRISO DE DEUS, ENCONTRA-TE!”

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PURA VIDA*

Manostodos_9anosSalvador.jpg*Pura Vida é uma expressão muito usada pelos costarriquenhos, parecida com o nosso “Beleza” ou “Maravilha”. A expressão carrega um pouco do sentimento dos Ticos pelo seu país que tem uma das maiores áreas preservadas em percentagem em relação ao seu território e que também preferiu extinguir o seu exercito para investir o dinheiro em educação. Então é “Pura Vida”. Eles misturam a palavra “Puro” ou “Pura” em tudo. 

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Recordava-me ontem, o meu filho mais velho – agora com 9 anos (uffa que ainda me custa a escrever) –   que essas foram as primeiras palavras que ele aprendeu a ler: PURA VIDA, ainda antes de ir para a escola (deveria ter 5 anos). Tudo porque havia um porta-chaves que nos chegou com o Alberto, esse meio irmão Tico que entrou na nossa vida em 2010, através do programa da AFS. Eu teimava com ele que tinha sido a palavra “Ferro”, porque me lembro perfeitamente de numa das viagens de regresso da Música, em que fazemos Aveiro – Palhaça (via 235), ele olhar para uma empresa que ali tem um enorme néon com essa palavra e ele dizer: FERRO… foi uma revelação marcante para mim. Mas de facto ele bem me recordou que antes do ferro houve uma “Pura Vida” (e ontem essa recordação, a meio do seu dia de aniversário, calhou que nem gingas…) para resumir aquilo que tem sido estes 9 anos do Salvador: PURA VIDA.

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Vida de criança, repleta de vivências e experiências diferentes, rodeado de amigos, pequenos e grandes, e de uma curiosidade enorme por aprender, mas também de um feitio difícil de quem gosta de competir e de se afirmar. Um miúdo com sentido de humor (muitas vezes incompreendido pelos da sua idade) que seguiu a série Sal com um entusiasmo que nunca antes lhe tinha visto (sabe cenas e falas de cor…) e que gosta do Bruno Nogueira e de outros parecidos; um miúdo vulgar que também teve a febre da Violeta e decorou várias músicas, mas que jamais queria ir a um concerto dela; um rapaz que adora futebol e que onde quer que seja está a dar toques na bola, mas que também se senta ao balcão do café a ler um jornal desportivo ou outro; é um Benfiquista que admira jogadores de outros clubes); anda a aprender guitarra mas ainda não pega no instrumento para animar os serões da família (só com muitos pedidos e por isso lá temos de o ir ver sempre ás audições da Musa); um miúdo que gosta de livros e livrinhos para anotações (tem vários…porque será?); um miúdo que gosta de música e facilmente se põe a cantarolar em inglês as músicas da moda da rádio, mesmo quando não percebe o que está a dizer, e que já sabe de cor mais canções do Resistência do que eu; um miúdo que tem a sorte de ter mais dois irmãos e que aos poucos vai percebendo isso mesmo, a riqueza que é TER IRMÃOS; um miúdo que arrancou recentemente com a leitura de livros  e começou com “Uma aventura…”…e por isso uma das prendas que recebeu ontem foi Uma Aventura em Lisboa…sim, porque será isso que vai viver na próxima semana (e mais não digo).
Teria tanto, mas tanto para dizer sobre este Salvador…de Special (first) one.

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9 anos. Desde Coimbra (2006) o seu conta quilómetros vai somando experiências. Talvez a maior de todas até hoje tenha sido a sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Madrid. Tinha 5 anos e andou 11 dias em peregrinação (de Portugal a Córdoba e depois para Madrid), num programa que teve tanto de cansativo como de empolgante. Um miúdo que me emocionou como nunca, quando dei por mim a olhá-lo às cavalitas de um seminarista a cantar contente ao ponto de ficar sem voz numa procissão de quilómetros!

24 de Março de 2015. Um dia que por outros motivos – trágicos – também nos ficará marcado, porque nós somos apenas uma família no meio de outras famílias. Ontem, num serão de mãe a sós com os seus rapazes, também se conversou sobre o que aconteceu nos Alpes…e por detrás dos números há pessoas e famílias, filhos, pais…nunca sabemos quando seremos nós.
Pura vida é UM DIA DE CADA VEZ, sem nunca, mas mesmo nunca esquecer a gratidão pelo dia de hoje. “Nada te perturbe, Nada te espante, Tudo passa, Deus não muda, A paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, Nada lhe falta: Só Deus basta”, Santa Teresa D’Ávila.

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